
- Atualizado há 13 segundos
As duas crianças que morreram afogadas nesta terça-feira (21) no Rio Ribeira, em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), eram primas e não sabiam nadar. A informação foi confirmada pela capitã Luisiana, do Corpo de Bombeiros, que detalhou a dinâmica da ocorrência e reforçou alertas de prevenção.
“O Corpo de Bombeiros foi acionado um pouco antes das quatro da tarde, com a informação de que haviam duas crianças se afogando, levadas pela correnteza”, relatou a capitã.
Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui
Segundo ela, as primeiras equipes a chegar foram de Rio Branco do Sul, com apoio do Batalhão de Operações Aéreas da Polícia Militar. “O pessoal do comando de aviação iniciou buscas de superfície, com mergulho livre, utilizando máscara e snorkel, tentando localizar as crianças”, explicou.
Com o agravamento da situação, o Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) foi acionado. “As equipes passaram a atuar com mergulho autônomo, que permite maior tempo submerso para a procura das vítimas”, disse.
Apesar dos esforços, as duas crianças foram encontradas sem vida. “Infelizmente, os dois foram localizados em óbito. O último, um menino de 12 anos, foi encontrado por volta das oito da noite, quando encerramos as buscas”, afirmou.
A capitã também esclareceu detalhes sobre as vítimas. “Eles eram primos, estavam com familiares no local, como avós e tios, e não sabiam nadar”, destacou.
Sobre a informação inicial de que estariam com boia, ela fez um contraponto: “Foi relatado no local que eles estariam com boia, mas nossas equipes não encontraram nenhum equipamento na região”.
Diante da tragédia, a capitã reforçou orientações de segurança. “As crianças devem estar sempre sob supervisão muito próxima de um adulto, no máximo a um braço de distância, para que qualquer situação seja rapidamente controlada”, alertou.
Ela também destacou a importância do preparo e do uso de equipamentos adequados. “É fundamental que a criança saiba nadar, pois isso pode permitir que ela flutue até o resgate. Além disso, o uso de coletes homologados pela Marinha é essencial para garantir que permaneçam na superfície”, orientou.
O caso reforça os riscos em rios da região, especialmente em locais com correnteza, e acende o alerta para cuidados redobrados durante momentos de lazer.