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Terceirizados de penitenciária no Paraná cobravam R$ 10 mil para liberar entrada de celulares em celas

O esquema envolvia ainda familiares de detentos e pessoas privadas de liberdade.
Foto: Gabrielle Sversut/SESP
O esquema envolvia ainda familiares de detentos e pessoas privadas de liberdade.

Redação Nosso Dia

23/04/26
às
17:13

- Atualizado há 19 segundos

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Uma operação realizada na manhã desta quinta-feira (23) desarticulou um esquema criminoso que facilitava a entrada de celulares em unidades prisionais no Sudoeste do Paraná. A ação resultou na prisão de quatro pessoas e no cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão nas cidades de Pato Branco, Francisco Beltrão, Chopinzinho e São João.

As investigações apontam que monitores de ressocialização prisional, profissionais terceirizados que atuam nas unidades, cobravam cerca de R$ 10 mil por aparelho para permitir o ingresso ilegal dos dispositivos nas celas. O esquema envolvia ainda familiares de detentos e pessoas privadas de liberdade.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, equipes localizaram 43 celulares com um dos alvos. A operação contou com o apoio de cães farejadores, utilizados para localizar aparelhos e outros materiais ilícitos escondidos.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Helder Andrade Lauria, os pagamentos eram feitos por transferências eletrônicas para contas pessoais dos investigados, geralmente entre dois e três dias após a entrada de novos presos nas unidades. Em alguns casos, os próprios suspeitos disponibilizavam seus celulares para que os detentos acessassem aplicativos bancários e realizassem as transações.

A apuração teve início após a apreensão de um celular na Cadeia Pública de Pato Branco, o que levou ao aprofundamento das investigações. Segundo o coordenador regional da Polícia Penal em Francisco Beltrão, Marcos Andrade, o caso evidencia a importância da atuação integrada das forças de segurança no combate a irregularidades dentro do sistema prisional.

Os investigados podem responder por crimes como corrupção ativa e passiva, facilitação de entrada de aparelho de comunicação em estabelecimento prisional e associação criminosa.

Um dos principais suspeitos segue foragido, e as equipes continuam em diligências para localizá-lo.

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