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Justiça aceita denúncia contra vereador Lórens Nogueira; MP pede afastamento do cargo

A acusação está relacionada às investigações da Operação Déjà-Vu, deflagrada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), que apura um suposto esquema de rachadinha dentro do gabinete do vereador na Câmara Municipal de Curitiba
Lórens Nogueira contando as notas de dinheiro (Foto: Reprodução)
A acusação está relacionada às investigações da Operação Déjà-Vu, deflagrada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), que apura um suposto esquema de rachadinha dentro do gabinete do vereador na Câmara Municipal de Curitiba

Redação Nosso Dia

11/06/26
às
9:26

- Atualizado há 4 dias

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O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) decidiu nesta quarta-feira (10) receber a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contra o vereador de Curitiba Lórens Nogueira (PP). Com a decisão, o parlamentar passa à condição de réu em uma ação penal que apura a suposta prática do crime de concussão.

A acusação está relacionada às investigações da Operação Déjà-Vu, deflagrada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), que apura um suposto esquema de rachadinha dentro do gabinete do vereador na Câmara Municipal de Curitiba.

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Segundo a legislação brasileira, a concussão ocorre quando um agente público exige vantagem indevida para si ou para terceiros em razão do cargo que ocupa.

Além do recebimento da denúncia criminal, o Ministério Público solicitou o afastamento cautelar de Lórens Nogueira do exercício do mandato. Antes de decidir sobre o pedido, a Justiça abriu prazo de dez dias para que a defesa do vereador apresente manifestação.

Somente após a análise dos argumentos da defesa é que o Judiciário deverá decidir se acolhe ou não o pedido de afastamento apresentado pelo Gaeco.

Caso também é investigado na Câmara

Paralelamente à esfera judicial, Lórens Nogueira também responde a um processo político-administrativo na Câmara Municipal de Curitiba.

Na semana passada, os vereadores aprovaram por 35 votos a 1 a abertura de uma Comissão Processante para apurar as acusações. O procedimento poderá resultar na cassação do mandato caso a maioria qualificada dos parlamentares entenda que houve quebra de decoro ou infração político-administrativa.

A comissão é presidida pelo vereador Serginho do Posto, tem Da Costa como relator e Meri Martins como integrante.

O colegiado está na fase inicial dos trabalhos e deverá notificar o vereador para apresentação de defesa prévia antes de decidir pelo arquivamento ou prosseguimento das investigações.

Desde o início das investigações, Lórens Nogueira tem negado qualquer prática ilícita. Em manifestações públicas, o vereador afirmou confiar nas instituições e sustentou que imagens divulgadas durante a investigação mostram apenas uma transação financeira particular, sem relação com o exercício do mandato.

O Portal Nosso Dia entrou em contato com a defesa de Lórens e recebeu o seguinte posicionamento:

Inicialmente, registramos que a defesa ainda não foi formalmente notificada da denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado do Paraná, tendo tomado conhecimento de seu teor por intermédio dos veículos de comunicação. A análise técnica e aprofundada das peças, à luz das garantias constitucionais da ampla defesa e do contraditório, somente poderá ser realizada após a regular citação e o acesso integral aos autos.

Sem prejuízo disso, a defesa entende ter havido precipitação por parte do Ministério Público ao oferecer a denúncia sem o esgotamento da investigação, deixando de aprofundar diligências essenciais à elucidação dos fatos e à correta contextualização dos elementos até aqui colhidos, sobretudo diante de provas que, isoladamente consideradas, comportam diferentes interpretações.

Não obstante, respeitamos integralmente a atuação do órgão ministerial, reconhecendo a relevância institucional do Ministério Público no exercício de suas funções constitucionais, e reafirmamos nossa confiança na Justiça e no devido processo legal.

O Vereador Lórens de Lima Nogueira tem absoluta certeza de que sua inocência será comprovada ao final do processo, oportunidade em que a instrução, conduzida sob o crivo do contraditório e da ampla defesa, fará prevalecer a verdade dos fatos e finalizará toda esta exposição à sua imagem. Reforça-se que toda pessoa goza da presunção de inocência até o trânsito em julgado de eventual sentença condenatória.

Por fim, este escritório coloca-se inteiramente à disposição da imprensa para prestar toda e qualquer informação que se faça necessária, no estrito limite do sigilo profissional e dos deveres éticos da advocacia. Manifestamos nossa confiança de que o papel da imprensa constitui uma das mais relevantes ferramentas de controle social e de vigilância dos atos públicos, exercendo função essencial à democracia e ao Estado de Direito“, diz a nota.

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