
- Atualizado há 7 segundos
As imagens das câmeras instaladas em ônibus e estações-tubo, aliadas ao sistema de biometria facial do cartão-transporte, foram decisivas para identificar os integrantes da quadrilha suspeita de furtar passageiros do transporte coletivo de Curitiba. A afirmação é do presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Ogeny Pedro Maia Neto, durante coletiva realizada nesta terça-feira (30), após a deflagração da Operação Catraca Final.
Segundo Ogeny, o trabalho conjunto entre a Urbs e a Polícia Civil permitiu reunir provas que embasaram a operação contra o grupo, investigado por agir principalmente contra idosos dentro dos ônibus da capital.
Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui.
“Foi um processo colaborativo com a Polícia Civil. Nossas equipes do Centro de Controle Operacional disponibilizaram imagens das estações, dos ônibus e informações do cartão-transporte com biometria facial. Com base nesse material, a Polícia Civil conseguiu identificar os envolvidos e realizar essa operação”, afirmou.
A investigação teve início após a Polícia Civil identificar um aumento nos furtos registrados no transporte coletivo. Ao longo dos meses, imagens das câmeras de monitoramento e os registros do sistema de transporte ajudaram a mapear a atuação da quadrilha, que, segundo a polícia, era formada por 22 integrantes.
O presidente da Urbs afirmou que a empresa continuará compartilhando informações com as forças de segurança para reforçar o combate aos crimes no transporte coletivo.
“Queremos que o transporte coletivo seja cada vez mais seguro. Vamos continuar colaborando com a Polícia Civil e incentivando que as vítimas registrem boletim de ocorrência, pois isso contribui diretamente para as investigações”, disse.
Ogeny também lembrou que Curitiba conta com a Patrulha do Transporte Coletivo, que integra a Urbs e a Guarda Municipal. Pelo sistema, motoristas conseguem acionar o Centro de Controle Operacional em tempo real, permitindo uma resposta mais rápida das equipes de segurança quando há ocorrências durante as viagens.
Segundo a Polícia Civil, mais de 55 vítimas já foram identificadas durante a investigação, mas o número pode ser maior devido à subnotificação. A corporação orienta que passageiros que tenham sido vítimas de furtos registrem boletim de ocorrência, inclusive pela Delegacia Virtual, para auxiliar na identificação de outros casos e envolvidos.
A Operação Catraca Final cumpriu 49 ordens judiciais nesta terça-feira, entre mandados de prisão e de busca e apreensão. Até o momento, 20 pessoas foram presas e as investigações continuam para localizar os suspeitos que ainda não foram encontrados.