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Mais de 55 vítimas já foram identificadas pela Polícia Civil na investigação que apura a atuação de uma quadrilha especializada em furtos dentro de ônibus e estações-tubo de Curitiba. No entanto, segundo o delegado Thiago Mendes, responsável pelo caso, o número pode ser bem maior, já que muitas pessoas não registram boletim de ocorrência após terem seus pertences levados.
A subnotificação, de acordo com o delegado, dificulta a real dimensão dos prejuízos causados pelo grupo e também o avanço das investigações. Por isso, a orientação é para que todas as vítimas procurem a polícia ou façam o registro pela Delegacia Virtual.
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A investigação teve início em janeiro deste ano, depois que a Polícia Civil identificou um aumento expressivo dos furtos no transporte coletivo da capital. Com o aprofundamento das apurações, os policiais chegaram a uma associação criminosa formada por 22 investigados.
“Percebemos uma incidência muito grande de ocorrências dentro de ônibus e estações-tubo. A partir daí, constatamos que se tratava de uma associação criminosa com 22 pessoas identificadas. É um grupo que atua há bastante tempo”, afirmou Thiago Mendes.
Nesta terça-feira (30), a Polícia Civil cumpriu 49 ordens judiciais, sendo 22 mandados de prisão preventiva e 27 de busca e apreensão. Até o momento da entrevista, 12 suspeitos haviam sido presos, enquanto as equipes continuavam as diligências para localizar os demais investigados.
Durante a operação, os policiais apreenderam cartões bancários em nome de terceiros e máquinas de cartão que, segundo a investigação, eram utilizadas para realizar compras logo após os furtos.
“Encontramos cartões em nome de terceiros e também máquinas de cartão que, provavelmente, eram usadas para passar os cartões das vítimas”, explicou o delegado.
As investigações também apontam que parte dose integrantes da quadrilha era da mesma família e atuava com divisão de tarefas para facilitar a prática dos crimes.
A Polícia Civil informou que o inquérito continua para localizar os investigados que permanecem foragidos e identificar o destino dos celulares e demais objetos furtados.