
- Atualizado há 3 anos
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A Guarda Municipal (GM) de Curitiba concluiu a sindicância que apurava a conduta dos agentes envolvidos na morte do adolescente Caio José Ferreira de Souza Lemes, de 17 anos, e eles continuarão afastados. A morte do estudante completa um mês nesta terça-feira (25). Os agentes foram afastados cerca de dois dias após o caso.
Procurada pelo Portal Nosso Dia, a Corregedoria da GM informou, por meio da Prefeitura de Curitiba, que a investigação administrativa apontou indícios de irregularidades na ação dos agentes que participaram da abordagem e morte de Caio José.
“Por isso, o caso foi encaminhado para a Comissão de Processo Disciplinar para instauração de processo contra os servidores envolvidos. Os três guardas municipais seguem afastados”, diz trecho da nota.

O adolescente foi morto com um tiro na cabeça durante uma abordagem da Guarda Municipal em 25 de março, entre os bairros Campo Comprido e Cidade Industrial de Curitiba. Inicialmente, a corporação havia dito à imprensa que o disparo aconteceu depois de Caio reagir e ameaçar os agentes com uma faca de 25 centímetros.
Uma testemunha, porém, revelou durante depoimento que a vítima estava rendida e não reagiu. O agente Edilson Pereira da Silva, apontado como autor do disparo que matou Caio, é investigado por homicídio culposo (sem intenção de matar) e fraude processual. Edmar Junior é investigado por fraude processual. Já Anderson Bueno é testemunha do caso e não está sendo investigado.
Cerca de três dias após a Prefeitura de Curitiba informar que as câmeras acopladas às fardas dos guardas estavam desligadas, a GM admitiu que os equipamentos estavam ligados, mas não foram acionados. O comandante da Guarda Municipal de Curitiba, Carlos Celso Santos Junior, disse que os agentes erraram ao não acioná-las para começar a gravação.
À polícia, um dos guardas revelou que Caio José não estava com uma faca durante a abordagem e que a arma foi “plantada” junto ao corpo dele, versão oposta àquela informada pelos outros dois colegas no boletim de ocorrência.
O guarda municipal Anderson Bueno também disse que o estudante não era alvo da revista inicial feita pela equipe. Além disso, afirmou que a GM não foi chamada pelos moradores da região para qualquer ocorrência.