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SEGURANÇA

Sindicância aponta indícios de irregularidades e GMs envolvidos em morte de adolescente seguem afastados

Corregedoria da GM encaminhou o caso à Comissão de Processo Disciplinar; Caio José, de 17 anos, foi morto com um tiro na cabeça durante uma abordagem
Corregedoria da GM encaminhou o caso à Comissão de Processo Disciplinar; Caio José, de 17 anos, foi morto com um tiro na cabeça durante uma abordagem

Redação

25/04/23
às
8:42

- Atualizado há 3 anos

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A Guarda Municipal (GM) de Curitiba concluiu a sindicância que apurava a conduta dos agentes envolvidos na morte do adolescente Caio José Ferreira de Souza Lemes, de 17 anos, e eles continuarão afastados. A morte do estudante completa um mês nesta terça-feira (25). Os agentes foram afastados cerca de dois dias após o caso.

Procurada pelo Portal Nosso Dia, a Corregedoria da GM informou, por meio da Prefeitura de Curitiba, que a investigação administrativa apontou indícios de irregularidades na ação dos agentes que participaram da abordagem e morte de Caio José.

“Por isso, o caso foi encaminhado para a Comissão de Processo Disciplinar para instauração de processo contra os servidores envolvidos. Os três guardas municipais seguem afastados”, diz trecho da nota.

Abordagem da GM que terminou com a morte do adolescente Caio José – Foto: Reprodução

O adolescente foi morto com um tiro na cabeça durante uma abordagem da Guarda Municipal em 25 de março, entre os bairros Campo Comprido e Cidade Industrial de Curitiba. Inicialmente, a corporação havia dito à imprensa que o disparo aconteceu depois de Caio reagir e ameaçar os agentes com uma faca de 25 centímetros.

Uma testemunha, porém, revelou durante depoimento que a vítima estava rendida e não reagiu. O agente Edilson Pereira da Silva, apontado como autor do disparo que matou Caio, é investigado por homicídio culposo (sem intenção de matar) e fraude processual. Edmar Junior é investigado por fraude processual. Já Anderson Bueno é testemunha do caso e não está sendo investigado.

Câmeras não gravaram

Cerca de três dias após a Prefeitura de Curitiba informar que as câmeras acopladas às fardas dos guardas estavam desligadas, a GM admitiu que os equipamentos estavam ligados, mas não foram acionados. O comandante da Guarda Municipal de Curitiba, Carlos Celso Santos Junior, disse que os agentes erraram ao não acioná-las para começar a gravação.

Faca ‘plantada’

À polícia, um dos guardas revelou que Caio José não estava com uma faca durante a abordagem e que a arma foi “plantada” junto ao corpo dele, versão oposta àquela informada pelos outros dois colegas no boletim de ocorrência.

O guarda municipal Anderson Bueno também disse que o estudante não era alvo da revista inicial feita pela equipe. Além disso, afirmou que a GM não foi chamada pelos moradores da região para qualquer ocorrência.

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