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O publicitário Sérgio Reis, responsável por algumas das campanhas mais emblemáticas da publicidade brasileira e criador do personagem Bicho do Paraná, morreu na manhã deste sábado (13), aos 87 anos, no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. A causa da morte não foi divulgada.
Reconhecido como um dos maiores nomes da comunicação e do marketing no Paraná, Sérgio construiu uma trajetória profissional que atravessou décadas e ajudou a consolidar marcas, campanhas e projetos que permanecem na memória de gerações de brasileiros.
Natural do Rio de Janeiro e formado em São Paulo, ele chegou ao Paraná no final da década de 1960, inicialmente para trabalhar no Grupo Olsen. Pouco tempo depois, iniciou sua longa passagem pelo Banco Bamerindus, instituição onde permaneceu por cerca de 25 anos e desempenhou papel decisivo na construção da imagem da empresa.
No banco, criou a Diretoria de Marketing e liderou a agência interna Umuarama Publicidade. Sob sua coordenação nasceram campanhas que se tornaram referência nacional, entre elas “Gente que Faz”, inspirada na história de um operário da construção civil, além do personagem Bicho do Paraná, que se transformou em um símbolo da identidade paranaense.
Outro marco de sua carreira foi a criação e consolidação do slogan “O tempo passa, o tempo voa”, uma das frases publicitárias mais conhecidas do país e associada à trajetória de sucesso do Bamerindus.
O trabalho desenvolvido por Sérgio Reis e sua equipe recebeu diversos reconhecimentos do mercado publicitário, consolidando seu nome entre os profissionais mais influentes do setor. Ao longo da carreira, também ocupou a vice-presidência da Editora Abril, atuou como professor e integrante da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e prestou consultoria para importantes lideranças políticas brasileiras.
Além da publicidade, Sérgio teve participação relevante no desenvolvimento cultural do Paraná. Por meio do apoio institucional do Bamerindus, contribuiu para a realização de projetos que marcaram a história do Estado, incluindo a primeira edição do Festival de Teatro de Curitiba, em 1992, quando a iniciativa ainda dava seus primeiros passos.
O velório e a cerimônia de despedida serão realizados neste domingo (14), no Crematório Vaticano, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.