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Parque Passaúna em Curitiba é repovoado com meio milhão de peixes nativos

No total, cerca de 2,6 milhões de peixes serão soltos nas bacias dos rios Tibagi, Piquiri, Iguaçu e Ivaí nesta etapa
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
No total, cerca de 2,6 milhões de peixes serão soltos nas bacias dos rios Tibagi, Piquiri, Iguaçu e Ivaí nesta etapa

Redação com AEN

20/03/25
às
13:34

- Atualizado há 1 ano

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O Parque Municipal Passaúna, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), recebeu 500 mil novos peixes nativos nesta quinta-feira (20) durante mais uma ação do projeto Rio Vivo, do Governo do Estado. Além da soltura, também houve o plantio de mudas de árvores frutíferas na mata ciliar do parque e a assinatura de um convênio de R$ 4,5 milhões para pesquisas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) ligadas à iniciativa.

O projeto Rio Vivo é coordenado pela Superintendência Geral das Bacias Hidrográficas e Pesca, unidade vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). A iniciativa segue critérios estabelecidos por uma resolução do Instituto Água e Terra (IAT) para evitar a introdução de espécies exóticas nos rios e selecionar peixes com genética e tamanho ideais para o repovoamento.

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No Parque Passaúna, o processo de repovoamento foi feito com traíras e lambaris em estágio juvenil de desenvolvimento, que tem um índice de sobrevivência maior se comparado aos alevinos (peixes recém-nascidos). A ação em Curitiba integra a segunda fase do Rio Vivo, iniciada em novembro de 2024, e que prevê a soltura de 2,6 milhões de peixes nas bacias dos rios Tibagi, Piquiri, Iguaçu e Ivaí com investimentos de R$ 558 mil.

RIO VIVO  Criado em 2021 pelo Governo do Estado, o projeto tem como objetivo promover a conservação das principais bacias hidrográficas do Paraná, otimizando o uso da água e trabalhando na recomposição da ictiofauna (conjunto de espécies de peixes) e preservação dos ecossistemas locais. Além dos esforços de preservação ambiental, a proposta estimula ações de educação ambiental com a população da região e crianças em idade escolar, incrementando o caráter social do Rio Vivo.

No ciclo inicial, entre 2021 e 2022, foram soltos 2,6 milhões de peixes. Segundo o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza, a meta do Governo do Estado é repovoar as bacias locais com 10 milhões de animais de espécies como traíra, pacu e pintado até 2026.

“Além da recuperação dos estoques da ictiofauna local, o Rio Vivo ajuda na educação ambiental com o envolvimento de crianças e da população ribeirinha em ações de plantio de mudas em áreas de mata ciliar, limpeza de rios e cuidados com a natureza. É uma ação completa para a proteção do meio ambiente e a sustentabilidade do Paraná”, afirmou Souza.

Além dos aspectos sustentável e educacional, coordenador técnico da Superintendência Geral das Bacias Hidrográficas e Pesca, Roald Andretta, ressaltou que o terceiro ponto que compõe o tripé do projeto é o incentivo ao turismo por meio da pesca esportiva. “Nos levantamentos estatísticos que fazemos nos eventos de pesca esportiva em que o Estado é parceiro, a estimativa é de que cada peixe gera cerca de R$ 940 em receita para a cidade e o comércio local, cerca de 30 vezes mais do que ele vale na banca”, frisou.

PASSAUNA
Foto: Roberto Dziura Jr./AEN


BASE CIENTÍFICA – Durante a soltura dos peixes, o governador também assinou um convênio que estabelece um trabalho integrado envolvendo a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM) no âmbito do Rio Vivo. A proposta receberá um investimento de aproximadamente R$ 4,6 milhões e prevê o ingresso da UEM no projeto com ações de pesquisa e a geração de um banco genético de espécies de peixes consideras em possível risco.

Segundo o reitor da UEM, Leandro Vanalli, dois laboratórios da instituição de ensino superior também serão utilizados para reprodução dos animais visando posterior soltura nos rios paranaenses: a estação experimental de piscicultura do distrito de Floriano, em Maringá; e a área de pesquisa com tanques-rede do Rio do Corvo, no Campus Regional do Noroeste, em Diamante do Norte.

“Temos um grupo de pesquisa do Departamento de Zootecnia chamado PeixeGen, que já recebeu destaque nacional na produção de genética de tilápias e outros peixes. Com isso, poderemos identificar as espécies mais adequadas para cada rio e produzir os peixes próprios para o repovoamento de cada bacia hidrográfica”, declarou Vanalli.

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