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A unidade Parque São Lucas da C4 GYM, onde a professora Juliana Bassetto Faustino, 27, morreu após uma aula de natação, funcionou neste sábado, 16.
A informação foi confirmada pelo Estadão após contato com a academia. O local informou que somente a área de musculação está aberta e que há previsão de retorno das aulas de pilates no dia 1º de junho.
A unidade havia sido fechada em fevereiro, logo após a morte de Juliana.
A reabertura ocorreu após autorização, em decisão liminar, da 16ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. A academia entrou com um recurso afirmando ilegalidade na interdição, citando uma Lei Municipal que impede a sanção a imóveis com regularização em andamento.
A decisão, no entanto, libera somente as atividades de áreas secas – excluindo a piscina.
Entenda o caso
A unidade Parque São Lucas da C4 GYM, na zona leste de São Paulo, foi fechada logo depois da morte de Juliana. A principal suspeita é que ela tenha morrido por intoxicação provocada pelo cloro usado na limpeza da piscina.
A jovem passou mal cerca de 15 minutos depois de iniciar uma aula de natação. Outros frequentadores da academia, incluindo o marido de Juliana, Vinicius de Oliveira, também chegaram a ser socorridos.
Vinicius passou 8 dias internado e recebeu alta em 16 de fevereiro. Em um vídeo gravado ainda na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ele conta que estava dentro da piscina quando sentiu uma sensação de sufocamento, com o peito ardendo.
A Polícia Civil afirmou que a piscina recebia diariamente a carga de cloro recomendada para uma semana.
A mistura que supostamente seria a causa do mal-estar dos alunos foi realizada pelo ajudante-geral Severino Silva, 43, que recebia as orientações dos donos do local via mensagem no celular sobre como fazer as dosagens, segundo o próprio funcionário relatou à polícia, e não possui formação técnica para manipular os produtos da piscina.
A morte da professora segue em apuração.
A Justiça de São Paulo negou pedido de prisão temporária dos sócios da academia. A polícia alegou que Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração tentaram descaracterizar o local onde Juliana passou mal e demoraram a colaborar com as investigações, o que poderia atrapalhar o andamento do inquérito, justificando a prisão temporária.
No entendimento da juíza Paula Marie Konno, que assina a decisão, a polícia e o Ministério Público não apresentaram motivos que justificassem “a medida segregatória extrema”.