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Império dos brechós: casal conta como montou seis lojas para diferentes públicos em Curitiba

Entre os mais de 15 estabelecimentos da região, estão as lojas Brechó São Francisco, comandadas pelo casal Ednéia Franco de Marins e Reginaldo Franco de Carvalho
O casal Ednéia Franco de Marins e Reginaldo Franco de Carvalho comandam a rede de lojas Brechó São Francisco, nas ruas Mateus Leme e Paula Gomes. Curitiba,05/05/2026. Foto: Ricardo Marajó/SECOM
Entre os mais de 15 estabelecimentos da região, estão as lojas Brechó São Francisco, comandadas pelo casal Ednéia Franco de Marins e Reginaldo Franco de Carvalho

Redação*

17/05/26
às
11:17

- Atualizado há 16 segundos

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A Rua Mateus Leme é parada obrigatória para quem gosta de garimpar peças de segunda mão no Centro de Curitiba. Entre os mais de 15 estabelecimentos da região, estão as lojas Brechó São Francisco, comandadas pelo casal Ednéia Franco de Marins e Reginaldo Franco de Carvalho. São seis estabelecimentos, quase lado a lado, e cada um deles voltado a públicos ou interesses específicos.

Fundada por Reginaldo em 2001, a primeira loja Brechó São Francisco nasceu pequena, mas já movida pelos propósitos que ajudariam a transformar o negócio na atual rede de sucesso: incentivar mais pessoas a comprar e fornecer peças usadas em bom estado, repensar os hábitos de consumo e dar uma nova chance ao reúso.

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“Acredito que tenhamos contribuído, nestes 25 anos, para o crescimento da economia circular em Curitiba, evitando descarte de roupas usadas. O nosso modelo de negócio busca mudar a forma de pensar das pessoas justamente pela maneira como selecionamos e disponibilizamos os produtos, a relação com os fornecedores, o cuidado com as lojas e o atendimento ao público”, afirma Reginaldo.

Precificação e curadoria

Ednéia reforça que, além do atendimento diferenciado dos 40 funcionários, a relação próxima com os 13 mil fornecedores e os critérios de seleção dos itens são os segredos do crescimento e sucesso dos Brechós São Francisco, que se espalham pela Mateus Leme e a vizinha Rua Paula Gomes.

“A escolha dos itens de cada loja é baseada no público atendido. Temos brechós que comercializam peças de luxo, mas também há lojas que vendem roupas que não são de grife e têm preços bem acessíveis. Nossos parceiros fornecedores, por outro lado, são atendidos em um espaço exclusivo, a Central de Compras, por uma equipe de curadoria e precificação”, detalha Ednéia, que no dia a dia é responsável pelas áreas administrativa e financeira da rede.

Conservação e demanda são os dois principais critérios usados para definir o valor das roupas e acessórios vendidos nos Brechós São Francisco. Peças de marcas desejadas ou modelos com grande saída podem ser vendidos rapidamente, mesmo custando cerca de metade do valor de um produto novo. Por outro lado, itens em perfeito estado, até sem uso, podem ganhar preços muito mais baixos caso não despertem tanto interesse dos clientes.

“Entre peças populares de R$ 5 e itens exclusivos e de maior valor agregado, que chegam a R$ 5 mil, nossos brechós trabalham com uma lógica de precificação que vai muito além da etiqueta. A combinação entre estado de conservação e preferência do público é o que mais pesa na definição dos valores”, reforça Reginaldo.

A rede Brechó São Francisco tem lojas para os públicos feminino, masculino e infantil, além de bazar com promoções. Na imagem: Reginaldo Franco de Carvalho . Curitiba, 05/05/2026. Foto: Ricardo Marajó/SECOM

Experiências

O modelo de negócio adotado por Ednéia e Reginaldo – com lojas para diferentes públicos e interesses – torna a experiência única para cada cliente.

“Há consumidores que procuram pechinchas e bons preços, clientes que gostam de garimpar peças exclusivas e vintage, turistas — especialmente no inverno — que buscam roupas quentinhas sem gastar muito e pessoas atrás de itens de grife mais acessíveis. Até atores e figurinistas encontram nas araras dos brechós roupas e acessórios para compor figurinos de filmes e peças de teatro”, explica Ednéia.

A unidade do número 230, na Rua Mateus Leme, reúne moda feminina, com araras de vestidos, blusas, saias e casacos, incluindo marcas internacionais, como Gucci, Prada, Louis Vuitton e Georgio Armani, além de prateleiras de bolsas e acessórios. Ao lado, no número 236, o público masculino pode garimpar ternos, jaquetas, sapatos sociais e acessórios.

No número 244, estão as peças masculinas casuais mais elaboradas e de marcas de luxo para os homens. São roupas, tênis e sapatos masculinos de marcas como Gucci, Prada, Balmain e Louboutin, além das disputadas camisetas de futebol, basquete e outros esportes.

Atravessando a Rua Paula Gomes, mais duas lojas da Brechó São Francisco na Mateus Leme, ambas no número 302. Uma das unidades atende tanto o público feminino como o masculino, que tem a disposição roupas e acessórios mais populares. Já o bazar, sempre com itens em promoção, também comercializa peças para todos os públicos e objetos de decoração.  

Além disso, a rede conta, no número 221 da Rua Paula Gomes, com o brechó de moda infantil Baby Chico, com peças para recém nascidos a adolescentes de até 16 anos. Ainda nesta via, no número 130, está a aposta do casal fora da economia circular: a Barbearia Rei Trajano, adquirida há cinco anos.

Curitiba de Volta ao Centro

O modelo negócio dos Brechós São Francisco, segundo Sérgio Bento, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI), é exemplo de empreendedorismos que a Prefeitura de Curitiba defende e busca apoiar com o programa Curitiba de Volta ao Centro.

“A rede de lojas Brechó São Francisco está alinhada ao compromisso da gestão do prefeito Eduardo Pimentel de apoiar a economia criativa, incentivar o consumo consciente e ajudar a devolver vida e movimento ao Centro da cidade, atraindo moradores, turistas e novos investimentos”, salienta Bento.

*Com informações da Prefeitura de Curitiba

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