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Naufrágio na baía de Paranaguá deixa uma mulher morta e mobiliza grande operação de resgate

Acidente foi próximo à Ilha das Peças
(Foto: Folha do Litoral News)
Acidente foi próximo à Ilha das Peças

Redação Nosso Dia

07/07/26
às
8:33

- Atualizado há 1 minuto

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Um naufrágio registrado na tarde desta segunda-feira (6), entre as ilhas da Cotinga e das Cobras, na baía de Paranaguá, terminou com 19 vítimas e uma morte. A vítima fatal é uma mulher de 63 anos, cuja identidade ainda não foi divulgada pelas autoridades.

A embarcação, utilizada como táxi náutico, seguia em direção à Ilha do Superagui, em Guaraqueçaba, quando afundou. As circunstâncias do acidente ainda são investigadas. As informações são da Folha do Litoral News.

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Assim que o naufrágio foi comunicado, uma força-tarefa foi mobilizada para o resgate das vítimas. Participaram da operação equipes e embarcações do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, Capitania dos Portos do Paraná (CPPR), SAMU, SIATE, OGMO, Palangana e outros órgãos de apoio. As vítimas foram levadas para a Marina Oceania e para a sede da Capitania dos Portos, em Paranaguá, onde receberam os primeiros atendimentos antes de serem encaminhadas ao Hospital Regional do Litoral (HRL) ou liberadas.

De acordo com informações preliminares, quatro pessoas precisaram ser encaminhadas ao hospital. Duas apresentavam ferimentos leves a moderados e outras duas estavam em estado moderado a grave.

O sargento Eduardo, do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, explicou que as equipes foram acionadas inicialmente sem informações precisas sobre o número de vítimas. “Fomos acionados pelo telefone de emergência 193 para atender um naufrágio com pessoas na água. Ainda não sabíamos quantas vítimas havia, mas deslocamos imediatamente nossa embarcação e uma moto aquática para o local”, relatou.

Durante o deslocamento, os bombeiros encontraram uma embarcação da Palangana que já transportava parte das vítimas. Entre elas estava uma mulher em parada cardiorrespiratória. Um dos militares embarcou imediatamente para iniciar as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP), que continuaram durante todo o trajeto até a Marina Oceania.

Ao chegarem ao local, uma ampla estrutura de atendimento já havia sido mobilizada. Equipes do SAMU, SIATE, Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos, além de médicos e socorristas, realizaram a triagem das vítimas.

Segundo o sargento, a maioria dos passageiros apresentava sinais de hipotermia devido ao tempo de permanência na água. “Nosso primeiro procedimento foi aquecer essas vítimas. Algumas também estavam com baixa saturação de oxigênio, então iniciamos oxigenoterapia antes do encaminhamento ao hospital”, explicou.

Entre os resgatados estava um bebê de apenas cinco meses, que foi encontrado junto da mãe e da avó. “Havia um bebê de colo de cinco meses. Ele foi avaliado pelas equipes, está bem e permaneceu com a mãe. Todas as demais vítimas também foram identificadas e receberam atendimento adequado”, afirmou.

Apesar dos esforços das equipes de resgate, a mulher de 63 anos não resistiu. “A vítima permaneceu por mais de uma hora em parada cardíaca. Ainda na embarcação iniciamos imediatamente a reanimação. Na Marina Oceania, o médico realizou intubação e administrou toda a medicação necessária, mas infelizmente o quadro já era irreversível”, lamentou o bombeiro.

Sobre as causas do acidente, o sargento destacou que as informações ainda são preliminares, mas os relatos apontam que o assoalho da embarcação teria se rompido, provocando o naufrágio. “As informações ainda estão sendo apuradas porque, em acidentes como esse, os relatos costumam ser desencontrados. O que sabemos até o momento é que houve o rompimento do assoalho da embarcação, que acabou afundando”, explicou.

Após o resgate das pessoas, algumas embarcações permaneceram na região para tentar recuperar objetos pessoais das vítimas. Também está sendo verificado se parte dos pertences foi levada até a comunidade de Piaçaguera, destino de algumas embarcações envolvidas na operação.

O sargento destacou ainda a rapidez da resposta das equipes e a integração entre os órgãos de emergência. “Em Paranaguá temos uma grande estrutura de atendimento e todos esses recursos foram empregados rapidamente. Foram muitos barcos, ambulâncias, médicos e equipes atuando de forma integrada. Essa resposta rápida foi fundamental para garantir o atendimento às vítimas no menor tempo possível”, concluiu.

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