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Mulher liga para o 190 e ‘pede pizza’ para denunciar homem por violência doméstica

Na ligação, em vez de descrever o caso, ela simulou um pedido de pizza, porque o agressor estava em casa e poderia impedir o atendimento
(Foto: Imagem Ilustrativa - Catve.com)
Na ligação, em vez de descrever o caso, ela simulou um pedido de pizza, porque o agressor estava em casa e poderia impedir o atendimento

Estadão Conteúdo

27/05/26
às
8:40

- Atualizado há 2 horas

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Uma mulher vítima de violência doméstica em São Paulo usou o telefone 190 para pedir socorro na última sexta-feira, 23. Na ligação, em vez de descrever o caso, ela simulou um pedido de pizza, porque o agressor estava em casa e poderia impedir o atendimento.

“Oi, eu gostaria de pedir uma pizza”, disse a mulher. A ligação caiu no sistema do Centro de Operações da Polícia Militar. Do outro lado da linha, a atendente percebeu que se tratava de uma denúncia e deu continuidade à conversa.

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“A senhora quer pizza de calabresa ou muçarela?”, perguntou a policial, até que a vítima conseguiu informar o endereço da ocorrência, no Jardim São Francisco, na zona leste de São Paulo. Uma equipe do 37º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) foi enviada ao local.

Quando os agentes chegaram, fizeram contato com a vítima informando que “a pizza havia chegado”, conforme a mulher havia solicitado. Segundo relato da PM, ela atendeu os policiais com sinais de nervosismo. A vítima afirmou que vinha sendo agredida pelo companheiro e que ele estava armado.

A polícia afirma que o suspeito agrediu a mulher com um revólver e ainda utilizou um espelho para atacá-la. A filha dela, de três anos, foi atingida por estilhaços e precisou ser levada ao hospital para a realização de exames médicos.

O suspeito, um homem de 32 anos, tentou deixar o imóvel, mas foi detido pelos policiais. A identidade dele não foi divulgada e, por isso, não foi possível localizar a defesa dele. A mulher foi acolhida e encaminhada para um local seguro. Na residência, a PM também encontrou a arma do agressor com a numeração raspada.

A Polícia Militar levou o homem ao 47º Distrito Policial (Capão Redondo), onde o caso foi registrado como lesão corporal, violência doméstica, ameaça, violência psicológica contra a mulher, dano, perigo para a vida ou saúde de outrem e posse ilegal de arma de fogo.

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