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MP denuncia proprietários, coordenador e mais seis por diversos crimes em clínica no Paraná

Conforme a denúncia, “a clínica operava sistematicamente com internações involuntárias, e, para tanto, realizava ou aceitava internos oriundos de ‘resgate’, sem qualquer autorização judicial ou laudo médico que as fundamentassem
Conforme a denúncia, “a clínica operava sistematicamente com internações involuntárias, e, para tanto, realizava ou aceitava internos oriundos de ‘resgate’, sem qualquer autorização judicial ou laudo médico que as fundamentassem

Redação com MPPR

15/05/26
às
10:25

- Atualizado há 10 segundos

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 24ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, ofereceu denúncia criminal contra o casal de proprietários de uma clínica no Bairro Lago Parque voltada ao tratamento de dependentes químicos. Também foram denunciados o coordenador do estabelecimento e outras seis pessoas – todas elas, internos cooptados para a prática dos delitos.

A denúncia, já recebida pelo Judiciário, cita os crimes de sequestro, cárcere privado qualificado, tortura, adulteração de produto destinado a fins medicinais, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e exercício ilegal da medicina.

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Conforme a denúncia, “a clínica operava sistematicamente com internações involuntárias, e, para tanto, realizava ou aceitava internos oriundos de ‘resgate’, sem qualquer autorização judicial ou laudo médico que as fundamentassem […]. Nestas remoções forçadas, os internos eram subjugados mediante violência, incluindo a aplicação de golpes de estrangulamento (‘mata-leão’), bem como com a utilização de medicamentos sedativos”. Relata ainda que “os internos, sob a guarda e poder dos denunciados, eram submetidos a um regime de intenso sofrimento físico e mental, caracterizando a tortura como método disciplinar”.

Foram identificadas pelo menos 25 vítimas dos crimes denunciados. Dentre os réus, a sócia da clínica e mais quatro pessoas estão presas preventivamente, enquanto o proprietário é considerado foragido.

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