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O presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Renan Rodrigues, rebateu críticas feitas pelo vereador Pedeu Piá sobre o acolhimento de pessoas em situação de rua em Curitiba. Nas redes sociais, o vereador publicou um vídeo afirmando que a prefeitura estaria pagando hotéis para moradores de rua próximos a pontos de tráfico de drogas. Durante a gravação, vereador chama os acolhidos, muitos que trabalham durante o dia, de “noias” e diz que os locais favoreceriam a manutenção do vício
“Podem comprar sua pedra de crack e dormir em hotéis que ficam ao lado. É a estrutura perfeita para a manutenção do vício”, afirmou o parlamentar.
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Em resposta, Renan Rodrigues disse que o vídeo apresenta informações “descontextualizadas” e usa um contrato antigo, de 2021, período da pandemia, para criticar a atual política de acolhimento.
“Está circulando nas redes sociais um vídeo sobre hotel social, mas ele está cheio de descontextualização e desinformação. O vereador apresenta como atual um termo de referência de 2021, da época da pandemia. Só que esse contrato já foi encerrado há bastante tempo”, afirmou.
Segundo o presidente da FAS, atualmente o município trabalha com uma “rede de acolhimento para pernoite” e não mais com o chamado hotel social. Ele também explicou que o serviço atende uma obrigação prevista em lei e faz parte de um processo de ressocialização.
“Aqui é importante esclarecer uma coisa: o acolhimento de pessoa em vulnerabilidade social é lei e tem que ser assim, mas em Curitiba vai além, fazendo parte do processo de ressocialização. Muitas vezes a pessoa tem emprego, mas não tem condições de viver sozinha”, disse.
Renan Rodrigues ainda afirmou que o custo do serviço varia conforme a ocupação das vagas e argumentou que o modelo custa menos do que manter uma estrutura própria da prefeitura para esse tipo de atendimento. “Curitiba faz isso com responsabilidade”, concluiu.
Assista ao vídeo do presidente da FAS: