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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta sexta-feira (8), em Curitiba, que não existe comparação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. A declaração foi dada durante participação no programa “Governo do Brasil na Rua”, realizado na capital paranaense.
Ao comentar um possível cenário eleitoral envolvendo os dois nomes à presidência da República, Boulos afirmou que o governo Lula supera a gestão anterior em todas as áreas e o povo do Paraná vai refletir sobre isso. Segundo ele, a diferença seria de “7 a 1” em investimentos e ações federais no estado, lembrando a goleada sofrida pelo Brasil para a Alemanha na Copa de 2014.
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“Você pega saúde: 7 a 1 pro Lula. Investimento em infraestrutura no Paraná: 7 a 1 pro Lula. Investimento em educação no Paraná: 7 a 1. Quando chegar perto da eleição e as pessoas compararem, não vai ter comparação”, afirmou.
Assista ao vídeo da entrevista:
O ministro ainda exaltou a trajetória política de Lula e afirmou que o presidente é reconhecido internacionalmente como um “estadista”. Durante o discurso, Boulos citou a relação diplomática do petista com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que aconteceu nesta quinta-feira (7).
“O Lula bateu de frente com o Trump e foi respeitado. O Bolsonaro ficava dizendo ‘eu amo o Trump’, mas nunca teve o respeito que o Lula tem”, declarou.
Na sequência, Boulos fez ataques diretos contra Flávio Bolsonaro, citando investigações e polêmicas envolvendo o senador.
“O Flávio Bolsonaro não tem biografia, ele tem ficha corrida. É o cara da rachadinha, da lavagem de dinheiro em loja de chocolate, do envolvimento com milícia”, disse.
Durante o evento, o ministro também comentou o cenário político do Paraná para as eleições de 2026. Boulos defendeu o nome da deputada federal Gleisi Hoffmann para o Senado e criticou a atuação do senador Sergio Moro.
“Queria saber o que o Sergio Moro fez pelo Paraná como senador. Perguntei e ninguém conseguiu responder”, afirmou.
Apesar de reconhecer que o Paraná possui um eleitorado mais conservador, Boulos disse acreditar que o campo aliado ao governo Lula pode crescer no estado e disputar o segundo turno nas eleições estaduais.