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Policial militar é preso em flagrante suspeito de matar casal de vizinhas 

Segundo o coronel Ríodo Rubim, comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo, Luiz disse em depoimento que o motivo do crime foi uma discussão envolvendo a sua ex-esposa, seu filho e o casal de vizinhas
Discussão envolvendo ex-esposa, filho e o casal de vizinhas do acusado teria sido o motivo do crime, disse o coronel Ríodo Rubim. Foto: Reprodução/Rede social
Segundo o coronel Ríodo Rubim, comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo, Luiz disse em depoimento que o motivo do crime foi uma discussão envolvendo a sua ex-esposa, seu filho e o casal de vizinhas

Estadão Conteúdo

16/04/26
às
8:27

- Atualizado há 7 segundos

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O policial militar Luiz Gustavo Xavier do Vale é investigado acusado de matar um casal de vizinhas no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica, na Grande Vitória (ES) na última quarta-feira, 8. Em seguida, ele abaixa a arma e é preso em flagrante. O Estadão não conseguiu localizar a defesa do acusado.

Segundo o coronel Ríodo Rubim, comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo, Luiz disse em depoimento que o motivo do crime foi uma discussão envolvendo a sua ex-esposa, seu filho e o casal de vizinhas. “Ele teria pedido o apoio de uma viatura da Polícia Militar para ir atender essa ocorrência que envolveria uma discussão e a sua família”, disse Ríodo em coletiva de imprensa.

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Ao chegar no local do crime, o acusado desce da viatura, efetua os disparos e mata as vítimas, que estavam na calçada. Em seguida, ele coloca a arma no chão e se entrega.

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) se manifestou na audiência de custódia pela manutenção da prisão do acusado. Ele segue detido no Presídio Militar.

Essa não foi a primeira acusação do oficial. Em agosto de 2024, ele foi denunciado pelo MPES por homicídio qualificado, com a “incidência da qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima”, conforme o órgão. A vítima teria partido para cima de Luiz e outro policial militar com uma gilete, disse o comandante em coletiva.

O MPES requer a submissão do acusado a julgamento pelo Tribunal do Júri. O processo segue em tramitação e aguarda a apresentação de resposta à acusação pela defesa.

A Polícia Militar disse que, após a denúncia, Luiz estava trabalhando em serviço administrativo, afastado das atividades operacionais e aguardando decisão judicial. Ele também responde a um Procedimento Administrativo em andamento na Corregedoria.

Conforme a Corregedoria da Polícia Militar, “um inquérito será instaurado para apuração dos fatos acerca do abandono de posto, uso de viatura e demais transgressões cometidas pelo policial, no sentido do exercício da função, que deverão ensejar em um procedimento administrativo na Corregedoria”.

Em relação aos assassinatos, a Corregedoria informa que Luiz foi autuado por duplo homicídio qualificado e responderá na Justiça comum. Sobre os demais militares, que não agiram perante a ação, a Corregedoria “está adotando as providências legais cabíveis para a apuração dos fatos, com a instauração do inquérito investigativo pertinente”.

Os militares envolvidos deverão ser formalmente ouvidos, e todos os elementos necessários serão analisados, informou a Corregedoria.

“Com base no conjunto probatório, caso seja constatada alguma responsabilidade ao término do procedimento, serão adotadas as medidas cabíveis, com a devida individualização de condutas, sempre em observância aos princípios do contraditório e da ampla defesa”, finalizou.

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