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Jovem é indiciado no Paraná por criar e divulgar imagens íntimas falsas com uso de IA

As apurações apontaram que as imagens eram montagens produzidas com inteligência artificial, nas quais o rosto da vítima era sobreposto ao corpo de outras pessoas em cenas de nudez e conteúdo sexual
(Foto: Reprodução)
As apurações apontaram que as imagens eram montagens produzidas com inteligência artificial, nas quais o rosto da vítima era sobreposto ao corpo de outras pessoas em cenas de nudez e conteúdo sexual

Redação Nosso Dia

24/07/26
às
15:40

- Atualizado há 13 segundos

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou, nesta sexta-feira (24), um homem de 23 anos investigado por criar e divulgar imagens falsas de conteúdo íntimo utilizando inteligência artificial, prática conhecida como deepfake. O inquérito foi concluído em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Ele agiu após ter sido ignorado pela vítima.

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De acordo com o delegado Derick Moura, a investigação começou no fim de junho, após a vítima procurar a polícia ao ser informada de que supostas fotos íntimas suas estavam sendo divulgadas em uma plataforma de conteúdo adulto.

“O material consistia em montagens criadas com tecnologia de inteligência artificial, que utilizavam o rosto da vítima sobre o corpo de terceiros em cenas de nudez e conteúdo sexual”, disse o delegado.

As apurações apontaram que as imagens eram montagens produzidas com inteligência artificial, nas quais o rosto da vítima era sobreposto ao corpo de outras pessoas em cenas de nudez e conteúdo sexual.

Durante a investigação, diligências telemáticas permitiram identificar o responsável pelo perfil que publicou o material. Segundo a PCPR, o suspeito tentava manter contato com a vítima pelas redes sociais desde 2023 e teria criado e divulgado as imagens como forma de retaliação por ter sido ignorado.

Em depoimento, o investigado afirmou que seus dispositivos teriam sido invadidos por terceiros, mas a versão não foi confirmada pelas investigações.

O homem foi indiciado pelo crime de divulgar, publicar ou difundir cena de pornografia, incluindo montagens que simulem a participação de uma vítima real em cenas de nudez ou atos sexuais.

A pedido da autoridade policial, a plataforma removeu o conteúdo. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que darão sequência às medidas cabíveis.

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