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O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou um homem de 31 anos pelos crimes de tortura na modalidade castigo e duas lesões corporais qualificadas, no contexto de violência doméstica e familiar, praticadas contra os próprios filhos, de 3 e 5 anos, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do estado.
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O caso ganhou grande repercussão no início de julho após a divulgação de um vídeo que mostra o pai desferindo um chute no rosto e no tórax da filha de apenas 3 anos. A agressão aconteceu em via pública, foi presenciada por testemunhas e registrada por câmeras.
Segundo a denúncia apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Francisco Beltrão, além da agressão flagrada em vídeo, o homem submetia as duas crianças a castigos considerados cruéis. Conforme o MP, entre os meses de junho e julho deste ano, ele obrigava os filhos a permanecerem ajoelhados sobre tampinhas de garrafa PET e grãos de pipoca e feijão, causando intenso sofrimento físico e psicológico.
Na denúncia, o Ministério Público destaca que a prática provocava “dor acentuada” e tinha caráter humilhante e intimidatório, agravado pelo fato de as vítimas serem crianças em fase de desenvolvimento e de os atos terem sido cometidos pelo próprio pai, que deveria garantir proteção e cuidado.
Outro episódio investigado ocorreu em 2 de julho, quando o menino de 5 anos teria sido agredido com um pedaço de madeira dentro da residência da família. O golpe atingiu o rosto da criança e deixou lesões registradas por fotografias anexadas ao processo.
Já no dia 5 de julho, por volta do fim da manhã, o homem caminhava com os dois filhos por uma rua do Bairro Industrial quando, de forma repentina, desferiu um chute contra a filha de 3 anos. Com o impacto, a menina caiu sentada no chão e sofreu sangramento. As imagens da agressão circularam nas redes sociais e tiveram ampla repercussão.
Após a divulgação do vídeo, a Polícia Civil iniciou as investigações. O homem chegou a admitir a agressão durante depoimento e foi preso preventivamente. Posteriormente, também foi indiciado pelos crimes de lesão corporal e tortura.
Na denúncia, a promotora de Justiça Silvia Skaetta Donatti também pediu a manutenção da prisão preventiva do acusado, que permanece detido na 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão enquanto responde ao processo.