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SEGURANÇA

Falso juiz é preso após aplicar golpe do ‘leilão fantasma’ e enganar vítimas com iPhones baratos em Curitiba

Para ganhar a confiança das vítimas, dizia ser juiz federal ou estadual e utilizava nomes falsos, como "Marcus B.", "Dr. Marcelo" e "Marcelo B."
Foto: Reprodução
Para ganhar a confiança das vítimas, dizia ser juiz federal ou estadual e utilizava nomes falsos, como "Marcus B.", "Dr. Marcelo" e "Marcelo B."

Redação Nosso Dia

22/07/26
às
12:48

- Atualizado há 14 segundos

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Um homem de 54 anos foi preso nesta terça-feira (22), em Blumenau (SC), suspeito de se passar por juiz para aplicar golpes em vendedores de imóveis e veículos em Curitiba. A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), com apoio da Polícia Civil de Santa Catarina.

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De acordo com a investigação, o suspeito monitorava anúncios de venda publicados na internet e entrava em contato com os proprietários demonstrando interesse na compra. Para ganhar a confiança das vítimas, dizia ser juiz federal ou estadual e utilizava nomes falsos, como “Marcus B.”, “Dr. Marcelo” e “Marcelo B.”.

Depois de marcar encontros presenciais para tratar da suposta negociação, ele mudava o rumo da conversa e apresentava uma oportunidade considerada “imperdível”: a compra de produtos supostamente apreendidos em leilões da Receita Federal ou da Justiça Federal por preços muito abaixo do mercado.

O principal atrativo era um iPhone 17 Pro Max oferecido por apenas R$ 1.998. Além dos celulares, ele também prometia vender motocicletas elétricas, televisores de 80 polegadas e outros eletrônicos por valores considerados incompatíveis com os praticados no mercado.

Segundo o delegado Emmanoel David, para dar credibilidade ao golpe, o homem dizia que era necessário fazer um “depósito judicial” antecipado para liberar os produtos. Em algumas situações, as vítimas faziam transferências via PIX para contas de terceiros.

As investigações apontaram ainda que os encontros costumavam ser marcados dentro ou nas proximidades dos fóruns de Curitiba. Após receber dinheiro em espécie ou até documentos pessoais, como RG e CNH, o suspeito orientava as vítimas a aguardarem em salas, gabinetes ou vagas de estacionamento que simplesmente não existiam. Enquanto elas esperavam, ele desaparecia.

Entre os casos investigados está o de um homem que entregou R$ 4 mil em um estacionamento. Em outra ocorrência, uma mãe e a filha sacaram R$ 4 mil e entregaram o dinheiro ao suspeito, que fugiu logo em seguida.

A Polícia Civil descobriu que o investigado possui um longo histórico de golpes semelhantes, conhecidos como “golpe do leilão fantasma”. Conforme a PCPR, ele acumula registros policiais desde o fim da década de 1990 nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.

Após identificar o paradeiro do suspeito em Blumenau, os policiais cumpriram o mandado de prisão. Ele foi encaminhado ao sistema penitenciário e responderá por estelionato. O inquérito foi concluído e enviado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

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