
- Atualizado há 16 segundos
Uma professora de 52 anos e um empresário de 54 anos foram presos preventivamente na manhã desta quinta-feira (16) em Céu Azul (PR), no oeste do Paraná. A professora é investigada por enviar ao homem fotos das partes íntimas de bebês do berçário de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) onde trabalhava. A Polícia Civil (PCPR) já identificou três vítimas até o momento. Com informações do Portal TN Online.
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O empresário é ex-apresentador de um programa de sorteios de prêmios exibido em emissoras da região de Cascavel. O nome da professora não foi divulgado pela polícia. Ambos responderão pelos crimes de produzir e disseminar imagens de nudez infantil, previstos nos artigos 240 e 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
De acordo com a delegada Jéssica Farias, a possibilidade de abuso físico contra as crianças não está descartada. O caso tramita em sigilo. As imagens eram produzidas no horário de trabalho da professora, durante as trocas de fraldas dos bebês. A investigação aponta que o empresário solicitava as imagens à mulher, com quem mantinha um relacionamento.
As investigações tiveram início após denúncias de abuso sexual contra o empresário chegarem à Delegacia da Mulher de Cascavel. Na ocasião, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na casa dele, em Céu Azul, e na empresa dele, em Cascavel. A análise do material apreendido revelou novos elementos que apontavam para crimes também no município de Céu Azul.
Um mandado de busca e apreensão foi cumprido contra a professora, e novas provas levaram ao pedido de prisão preventiva do casal. Ambos foram encontrados em suas residências na manhã desta quinta-feira. Os celulares dos dois foram apreendidos e passarão por perícia para recuperar arquivos apagados e verificar a existência de outras vítimas.
“Os celulares apreendidos serão enviados à agência de inteligência da Polícia Civil para verificar se existem de fato essas imagens e qual o contexto em que foram produzidas”, afirmou a delegada.
Os suspeitos foram levados à delegacia de Matelândia e, em seguida, encaminhados à Cadeia Pública de Medianeira. A defesa dos acusados ainda não foi localizada.
Nota da Prefeitura de Céu Azul
A Prefeitura de Céu Azul informou que está acompanhando o caso, classificando a situação como um “fato sem precedentes na história da rede municipal de ensino”. Leia a nota na íntegra:
“A Prefeitura de Céu Azul informa que tomou conhecimento da operação realizada pela Polícia Civil do Paraná, nesta quinta-feira (16), que resultou na prisão de uma servidora da rede municipal de ensino, investigada por suposto envolvimento em crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Administração Municipal acompanha o caso com atenção e ressalta que as investigações tramitam sob sigilo, sendo conduzidas pelas autoridades competentes. Este é um fato sem precedentes na história da rede municipal de ensino de Céu Azul, causando profunda consternação à Administração Municipal, aos profissionais da educação e à comunidade escolar. A Prefeitura reafirma seu compromisso com a proteção integral das crianças e dos adolescentes e informa que adotará todas as medidas administrativas cabíveis, em conformidade com a legislação vigente, à medida que os fatos forem oficialmente apresentados e comunicados pelos órgãos responsáveis. O Município permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, sempre respeitando o devido processo legal, a presunção de inocência dos investigados e a preservação da identidade das possíveis vítimas. A Administração Municipal reitera seu repúdio a qualquer forma de violência ou violação dos direitos de crianças e adolescentes e reafirma seu compromisso com a ética, a transparência e a defesa do interesse público.”
Investigações continuam
Os investigadores buscam mapear se outros menores foram vítimas da dupla e identificar possíveis terceiros que recebiam ou compravam os arquivos digitais. Detalhes sobre como os materiais eram gravados ou armazenados seguem sob sigilo para evitar exposição secundária das vítimas e suas famílias.
Os dois suspeitos foram encaminhados à Cadeia Pública de Medianeira, onde permanecem isolados e à disposição do Poder Judiciário.
Com informações do Portal TN Online.