
- Atualizado há 3 minutos
No último domingo, dia 10 de maio, o Cemitério Vertical de Curitiba abriu suas portas para mais uma edição do seu tradicional evento de Dia das Mães — e o que aconteceu ao longo do dia confirmou o que a instituição tem construído ao longo dos anos: é possível transformar uma data marcada pela saudade em um momento de celebração genuína, acolhimento e conexão entre famílias.
Com o tema “O Essencial, ela me ensinou a ver”, inspirado na obra atemporal de Antoine de Saint-Exupéry, a programação de 2026 foi a mais completa já realizada pelo Vertical para a data — e o resultado foi um dia inteiro de emoção, música, memória e presença. “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.” Essa frase, que Saint-Exupéry colocou na boca do Pequeno Príncipe há mais de oitenta anos, guiou cada detalhe do evento — e as famílias que passaram pelo Vertical no domingo sentiram isso em cada espaço, em cada gesto da equipe, em cada acorde do violino. Uma manhã de acolhimento e fé.

A abertura às 8h30 deu o tom do que seria o dia: a apresentação do Duo de Piano e Voz no Auditório Central criou uma atmosfera suave e acolhedora que recebeu as primeiras famílias com a delicadeza que a data exige. Às 10h, o Auditório Central foi palco da Missa Solene em homenagem às mães, celebrada pela Paróquia Santa Bertila. O espaço ficou repleto de famílias que escolheram celebrar o Dia das Mães dessa forma — reunidas, em silêncio e fé, honrando quem partiu.
Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui
O momento mais esperado da manhã chegou às 11h15: a primeira sessão das “Cartas que o Coração Escreve”. Ao som suave do violino, as cerimonialistas do Vertical leram cartas personalizadas para as mães homenageadas — cartas construídas a partir do que cada família contou sobre quem ela foi, sobre o que ela deixou, sobre onde ela ainda está.

O silêncio que tomou o auditório em alguns momentos disse mais do que qualquer palavra poderia. Um dia inteiro de experiências e memória Das 9h às 18h, o espaço interno do Vertical se transformou em um percurso afetivo com múltiplas experiências criadas especialmente para o conceito do evento. O Jardim das Rosas reuniu centenas de flores com nomes escritos à mão pelas próprias famílias — porque, como o Pequeno Príncipe descobriu, entre todas as flores do mundo há uma que é insubstituível. A instalação cresceu ao longo do dia e se tornou um dos espaços mais fotografados e mais silenciosamente emocionantes do evento.

A Estação Sensorial “O que os olhos não veem” convidou os visitantes a encontrar a presença da mãe onde os olhos não chegam: nos aromas, nas texturas, nas imagens de gestos maternos universais. Muitas pessoas saíram desse espaço sem falar nada — e isso já era a resposta mais completa possível. Os Sons do Coração levaram o violino para os espaços mais íntimos do cemitério — ao som de músicas escolhidas pelas próprias famílias, tocadas ao vivo perto do lugar de descanso de cada mãe homenageada. Uma homenagem personalizada que, para quem vivenciou, será difícil de esquecer. A Tenda do Céu Estrelado, inspirada na passagem do Pequeno Príncipe em que a raposa diz ao Príncipe que uma das estrelas vai rir para ele, criou um dos momentos mais compartilhados nas redes sociais do dia — um espaço imersivo que lembrou a todos que quem amamos nunca está realmente distante.

O Cantinho do Chá, o Painel de Homenagens e a segunda sessão das Cartas que o Coração Escreve, às 16h15, completaram uma tarde que chegou ao fim com o jardim ainda cheio de famílias que não tinham pressa de ir embora. Toda a programação de homenagens foi transmitida ao vivo pelas redes sociais do Vertical, alcançando famílias que não puderam comparecer presencialmente.
O que fica Mais do que uma programação bem executada, o que o Vertical construiu no último domingo foi um argumento vivo para o que a instituição acredita: que os espaços de memória podem — e devem — ser lugares de celebração da vida. “O essencial, ela me ensinou a ver.” E neste domingo, muitas famílias saíram do Cemitério Vertical tendo visto, talvez com mais clareza do que em muito tempo, exatamente isso. O essencial não está no que os olhos capturam. Está no que fica: a voz dela ecoando uma receita, o jeito dela aparecendo num gesto seu, o amor que ela plantou e que nunca para de dar frutos. Ela ensinou o essencial. E o essencial não se vê. Se sente.
Serviço — Para referência Cemitério Vertical de Curitiba
Rua Konrad Adenauer, 940 — Tarumã, Curitiba/PR
Acompanhe nas redes sociais: instagram.com/cemiterioverticalcuritiba facebook.com/cemiteriovertical www.youtube.com/@cemiterioverticalcuritiba cemiteriovertical.com.br