PUBLICIDADE
Paraná /
SEGURANÇA

Homem forja assalto para ter acesso a celular da namorada, que não contou que era casada

Desconfiando da mulher, o amante contratou um homem para forjar um assalto e ter acesso ao celular dela para, de acordo com o delegado, confirmar o real estado civil
Foto: Fábio Dias / EPR
Desconfiando da mulher, o amante contratou um homem para forjar um assalto e ter acesso ao celular dela para, de acordo com o delegado, confirmar o real estado civil

Redação*

20/02/24
às
6:42

- Atualizado há 2 anos

Compartilhe:

Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui. Siga o Nosso Dia no InstagramFacebook e Twitter

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito policial que investigava um falso sequestro ocorrido no dia 8 de fevereiro, em Sengés, nos Campos Gerais. Dois homens foram indiciados por roubo e tentativa de invasão de dispositivo informático alheio, a mulher responderá por denunciação caluniosa. Tudo motivado por um homem, que desconfiado da namorada que era casada (e ele não sabia), forjou um assalto para ter acesso ao celular dela.

De acordo com as investigações, no dia 8 de fevereiro, uma mulher alegou ter sido sequestrada em Sengés, bem como ter sido submetida, mediante violência e grave ameaça, a realizar transferências para a conta do criminoso. 

Após não conseguir concluir as transferências, o suspeito teria libertado a vítima e levado consigo a carteira e celular dela. Uma terceira pessoa teria ajudado a mesma a conseguir ajuda.

Na mesma data, um homem, de 29 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar do Paraná e Polícia Rodoviária Estadual de São Paulo, por supostamente ter sequestrado a mulher. Ele teria restringido a liberdade dela cerca de 2 horas dentro de um veículo. Com ele, foi apreendido um celular.

Durante a investigação, a equipe policial analisou imagens em que é possível identificar a que todas as partes estavam envolvidas no suposto sequestro.

Segundo delegado da PCPR Isaias Fernandes Machado, o caso foi de extrema complexidade para elucidação.  “A simulação de assalto, tendo um terceiro que desconhece a farsa, equivale ao cometimento de crime de roubo e que imputar crime mais gravoso a outrem equivale ao crime de denunciação caluniosa”, ressalta o delegado. 

Conforme apurado, a vítima, que morava com o marido em Sengés, mantinha relacionamento amoroso extraconjungal com um homem de Itapeva, no Estado de São Paulo, a quem afirmava ser solteira. 

Desconfiando da mulher, o amante contratou um homem para forjar um assalto e ter acesso ao celular dela para, de acordo com o delegado, confirmar o real estado civil.

“Ela não teve conhecimento da simulação e quando chegou com o amante em Sengés contrafez o boletim de ocorrência do falso sequestro, com medo do marido descobrir sua relação extraconjugal, o que gerou a prisão em flagrante do comparsa do amante” explica Machado.

Os envolvidos confirmaram a armação e a vítima confessou ter inventado a questão do sequestro.

*Com informações da Polícia Civil

TÁ SABENDO?

SEGURANÇA

© 2024 Nosso dia - Portal de Noticias