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A família de Ana Beatriz Cruz, de 22 anos, segue mobilizada em busca de um tratamento que pode representar uma esperança para a recuperação da jovem, que sofreu uma grave lesão medular após ser atingida por um galho de árvore na Praça Osório, no Centro de Curitiba, no último sábado (13).
Em entrevista ao Portal Nosso Dia, a mãe da jovem, Vanessa Stubinski, afirmou que a expectativa está voltada para a aplicação da Polilaminina, uma proteína experimental que vem sendo estudada para auxiliar na regeneração de lesões na medula espinhal.
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Segundo ela, falta apenas a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que o procedimento seja realizado.
“A Ana mora em Valinhos, veio passear aqui em Curitiba e um galho de uma árvore atingiu ela. Ela caiu no chão, acabou perfurando o pulmão e perdendo a mobilidade dos membros inferiores. E o que nós estamos buscando? Essa esperança na Polilaminina, porque tem grandes chances de a Ana voltar a andar devido a essa proteína, que é essa recente descoberta”, afirmou.
Vanessa disse que a equipe médica responsável pelo tratamento já está preparada para vir a Curitiba assim que houver a liberação. “Nós estamos aguardando a liberação da Anvisa. Só falta isso. Os médicos que aplicam já estão a postos para vir para Curitiba fazer a aplicação. O secretário da doutora responsável também já está a postos no Rio de Janeiro para vir para cá fazer essa aplicação. Então, essa é a nossa esperança”, declarou.
A mãe acredita que o curto intervalo entre a lesão e a possível aplicação do tratamento pode favorecer a recuperação da filha. “A gente acredita que pacientes que levaram muito mais tempo para receber essa proteína tiveram um bom resultado. A Ana, com pouco tempo de lesão, sendo aplicada também vai ter bons resultados ou até melhores”, disse.
Natural de Curitiba, Ana Beatriz mora há pouco mais de um ano em Valinhos, no interior de São Paulo, onde trabalha como fonoaudióloga. “A Ana é de Curitiba, só que ela se formou em fonoaudiologia e recebeu um convite para trabalhar em Valinhos, interior de São Paulo. Então ela está há um ano e três meses trabalhando lá. Mas, por conta de eu morar aqui e do namorado dela, ela veio nos visitar”, contou a mãe.

Além da dedicação à profissão, Ana havia descoberto recentemente uma nova paixão: a corrida de rua. “Ela começou agora, recentemente, essa paixão por corridas. Ela estava correndo 10 quilômetros e iria participar de provas maiores. Ela e o namorado dela também planejavam correr a São Silvestre no final do ano”, relatou.
Enquanto acompanha a recuperação da filha no hospital, Vanessa resume o desejo da família. “Que ela volte. Que ela volte a ter a vida que ela tinha, que é trabalhar. Ela trabalha numa clínica de reabilitação de crianças. Ela iniciou a carreira dela agora. Ela ama correr, ela ama viver. A gente quer que ela tenha a vida dela de novo. É isso que a gente quer”, concluiu.