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Especialista defende retirada dos trens de Curitiba e alerta para riscos em 49 passagens de nível

O encontro reuniu vereadores, representantes de órgãos públicos, especialistas e integrantes da sociedade civil para discutir os impactos da permanência dos trilhos na capital
Foto: Levy Ferreira/SMCS
O encontro reuniu vereadores, representantes de órgãos públicos, especialistas e integrantes da sociedade civil para discutir os impactos da permanência dos trilhos na capital

Luiz Henrique de Oliveira e Vitória Santin

30/06/26
às
18:21

- Atualizado há 3 horas

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A possibilidade de retirar a ferrovia de cargas do perímetro urbano de Curitiba voltou ao centro do debate nesta terça-feira (30), durante uma audiência pública realizada no auditório do Mercado Municipal. O encontro reuniu vereadores, representantes de órgãos públicos, especialistas e integrantes da sociedade civil para discutir os impactos da permanência dos trilhos na capital e os desafios para a criação de um contorno ferroviário na nova concessão da malha sul prevista para os próximos anos.

Um dos participantes foi Mauro Gilmeger, fundador e conselheiro do Observatório Nacional de Segurança Viária. Segundo ele, a entidade atua há 15 anos na produção de estudos sobre segurança no trânsito e participa da discussão apresentando dados técnicos sobre acidentes, custos e infraestrutura. Durante a audiência, Gilmeger destacou que Curitiba possui uma das maiores malhas ferroviárias urbanas do país, o que amplia os riscos de acidentes.

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“Hoje nós temos 49 passagens de nível em Curitiba. Isso faz com que o risco seja muito maior do que em outras cidades que também têm ferrovias passando pela área urbana. Esses números aumentam cada vez mais, inclusive em função do comportamento de motoristas e da necessidade de maior prevenção quando se aproximam da linha férrea”, explicou.

Para o especialista, a construção de um contorno ferroviário representa uma solução importante para reduzir os conflitos entre o transporte de cargas e a mobilidade urbana. No entanto, ele ressalta que a mudança exige planejamento de longo prazo. “Um contorno ferroviário é uma ótima solução, mas precisamos entender como isso vai acontecer. Por isso a audiência é importante, para que todos possam discutir e pensar da mesma forma. Não é uma situação simples. É um projeto que deve levar entre 15 e 20 anos para sair do papel. A cidade vai precisar incorporar essa mudança de forma organizada, planejada e estruturada, porque também será necessário um investimento muito elevado”, disse.

A audiência pública foi proposta pelos vereadores Angelo Vanhoni (PT), Serginho do Posto (PSD), Laís Leão (PDT), Rafaela Lupion (PSD), Jasson Goulart (Republicanos) e Leonidas Dias (Pode). O objetivo é reunir contribuições para discutir alternativas à circulação dos trens de carga dentro da capital, tema que há décadas gera debates por causa dos impactos na mobilidade, na segurança e no desenvolvimento urbano de Curitiba.

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