
- Atualizado há 18 horas
O tenente-coronel Gabriel, que comanda o contingente do Paraná na missão humanitária brasileira enviada à Venezuela após o terremoto da última quarta-feira, descreveu nesta segunda-feira um cenário de destruição e classificou a situação como “caótica”. Segundo ele, equipes internacionais ainda trabalham na busca por sobreviventes em meio aos escombros de edifícios que desabaram completamente. O abalo sísmico deixou mais de 1,7 mil mortos .
O grupo paranaense está atuando ao lado de bombeiros de São Paulo, Minas Gerais e da Defesa Civil Nacional em uma região litorânea localizada a cerca de 100 quilômetros de Caracas, uma das mais atingidas pelo tremor.
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“A situação aqui é caótica. Algumas regiões dessa área litorânea tiveram colapso total ou parcial das edificações. Há prédios de 10, 12 andares inteiros que vieram abaixo”, afirmou.
De acordo com o comandante, a equipe brasileira chegou ao país pouco mais de 48 horas após o terremoto, período considerado decisivo para o resgate de vítimas. Ele explicou que, nesse momento da operação, os trabalhos se concentram na busca por pessoas que possam estar soterradas em locais de difícil acesso.
As buscas exigem o uso de cães farejadores e equipamentos especializados e são realizadas com extremo cuidado devido ao risco constante de novos desabamentos.
Assista ao vídeo:
“Nós tivemos hoje um tremor secundário de magnitude 5,1. Se você está no interior dos escombros, isso pode fazer a estrutura cair naquele momento. Por isso, precisamos escorar tudo antes de avançar”, relatou.
Segundo o oficial, o cenário ainda é marcado por um grande número de vítimas fatais.
“Há milhares de mortos. Vemos muitos corpos ainda nos edifícios e pessoas presas nas estruturas. É uma situação bastante terrível”, disse.
Nos primeiros dias após o terremoto, as equipes enfrentaram dificuldades para se deslocar por causa das estradas bloqueadas e da falta de veículos. Conforme o comandante, a situação logística começou a melhorar com o apoio da Embaixada do Brasil em Caracas.
A missão brasileira deve permanecer no país por até 15 dias. Nos primeiros dez dias, o foco é localizar sobreviventes. Depois desse período, a operação passa a priorizar ações de caráter humanitário.
Ao todo, cerca de 30 equipes internacionais participam dos trabalhos de busca e resgate na região afetada pelo terremoto. O contingente brasileiro segue integrado ao esforço conjunto para tentar encontrar pessoas com vida sob os escombros.