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Com máxima de até 31°C, nova onda de calor vai atingir Curitiba nesta semana

Em Curitiba, a máxima prevista para a partir de sexta-feira é de temperaturas acima dos 30°C
Foto: Portal Nosso Dia
Em Curitiba, a máxima prevista para a partir de sexta-feira é de temperaturas acima dos 30°C

Redação Nosso Dia com Estadão Conteúdo

11/12/23
às
13:33

- Atualizado há 2 anos

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Uma nova onda de calor está prevista para chegar ao Centro-Sul do Brasil a partir de quarta-feira, dia 13. De acordo com a empresa de meteorologia MetSul, uma massa de ar muito quente virá do norte da Argentina e do Paraguai para os Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, trazendo temperaturas acima ou “muito acima” dos padrões desta época do ano nessas regiões.

Em Curitiba, a máxima prevista para a partir de sexta-feira é de temperaturas acima dos 30°C. Em Paranavaí, no Noroeste do Paraná, o calor deve chegar perto dos 40°C.

Os termômetros devem disparar e alcançar marcas próximas ou acima dos 40ºC, diz a empresa. “Os maiores desvios da climatologia histórica tendem a se dar no Sul do País, em particular no Rio Grande do Sul”, afirma a MetSul.

“O Rio Grande do Sul teve um episódio de calor muito intenso de um dia apenas no início do mês, mas não foi de grande abrangência. Desta vez, o calor forte a intenso atingirá uma área muito maior no território brasileiro, afetando diversos Estados.”

Efeitos do El Niño

Um relatório divulgado pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM) em novembro já apontava que o El Niño, mais forte nesta temporada, deve perdurar até abril de 2024 e chegar ao seu pico neste fim de ano.

O fenômeno, marcado pelo aquecimento das águas do oceano Pacífico, é um dos principais responsáveis pelos eventos extremos notados no Brasil em 2023, como as ondas de calor no Sudeste, a estiagem na Amazônia e os temporais no Sul.

A expectativa, em geral, dos climatologistas é de que esses recordes de altas temperaturas e os eventos climáticos atípicos, como ciclones e alagamentos, devem ocorrer com ainda mais frequência e intensidade neste mês de dezembro e nos próximos.

O aquecimento global é um dos principais fatores que tem intensificado o El Niño nesta temperada e, consequentemente, seus efeitos.

“Com certeza, o verão será muito quente, porque estamos com um El Niño de intensidade forte e, também, na fase positiva do Dipolo do Oceano Índico (fenômeno oceanográfico meteorológico que afeta o regime de chuvas e o clima na Ásia), contribuindo (para esse calor)”, disse Karina Bruno Lima, doutoranda em climatologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ao Estadão, em reportagem veiculada no mês passado.

São esperadas secas ainda mais intensas no Norte e no Nordeste, assim como mais temporais no Sul. Além disso, a união entre o efeito do El Niño e o verão – estação que já é, por si só, quente – deve intensificar ainda mais as ondas de calor extremo.

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