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Com aumento de 24,5%, 413 suspeitos morreram em confronto policial no Paraná

Conforme o levantamento, a maioria dos suspeitos mortos em confronto tinha entre 30 e 34 anos (105), seguido pela idade entre 18 e 24 (93)
Confronto policial em Araucária (Foto: Colaboração)
Conforme o levantamento, a maioria dos suspeitos mortos em confronto tinha entre 30 e 34 anos (105), seguido pela idade entre 18 e 24 (93)

Redação Nosso Dia

23/01/25
às
6:21

- Atualizado há 1 ano

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Com 433 casos, o número de confrontos policiais aumentou 24,5% no Paraná em 2024, na comparação com 2023. Conforme balanço divulgado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) nesta quarta-feira (23), 413 suspeitos morreram e 109 ficaram feridos. 

Conforme o levantamento, a maioria dos suspeitos mortos em confronto tinha entre 30 e 34 anos (105), seguido pela idade entre 18 e 24 (93). Ainda, 99% eram homens, já que apenas quatro mulheres morreram no Paraná em confrontos policiais. Foram 424 confrontos envolvendo a Polícia Militar (97,7%), 5 a Polícia Civil (1,2) e 4 a Guarda Municipal (0,9%).

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Com relação as cidades, 98 confrontos aconteceram em Curitiba, a cidade com mais mortes, 43 em Londrina e 15 nas cidades de São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu e Colombo.

Além de apresentar o número total de confrontos e a relação de vítimas (fatais e feridas), o novo balanço inclui informações sobre a instituição e a unidade envolvidas, o horário em que houve o registro e o tipo de ocorrência, se o servidor estava ou não em serviço e um perfil básico das vítimas, incluindo dados sobre estar armada ou não.

Prevenção e repressão – A nova abordagem do MPPR para o tratamento da letalidade em confrontos policiais destaca os aspectos preventivo e repressivo. O primeiro será direcionado pelo Gaesp, responsável pela análise, compilação, tratamento e qualificação das informações. Na parte repressiva, para a apuração e denúncia de casos concretos, a ação fica sob responsabilidade das Promotorias de Justiça com atribuições para o acompanhamento das investigações em suas localidades e do Gaeco, quando atendidos os critérios de atuação da unidade especializada. Ambos os eixos, preventivo e repressivo, constituem desdobramentos da missão constitucional do Ministério Público de exercer o controle externo da atividade policial.

Ação interinstitucional – Todo o trabalho do Gaesp e do Gaeco vem sendo feito com a cooperação das instituições ligadas à segurança pública no estado: Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), Polícias Civil e Militar e Guardas Municipais. A ideia é alcançar, de forma conjunta, uma política interinstitucional ampla que tenda à compreensão dos fenômenos e à definição de novos protocolos de atuação. O que se busca, ao final, é a redução da letalidade em confrontos como um todo, tanto de civis quanto dos agentes de segurança pública.

Esse novo sistema conta com diagnósticos que possam agora levar à compreensão do fenômeno para o seu desdobramento em ações concretas. Algumas inclusive já estão em execução, como, por exemplo, a aquisição pelo Estado de armamento não letal (como “tasers”) em complemento às armas de fogo já existentes. Esses equipamentos possibilitam maior efetividade no uso gradual da força. Também há ações de planejamento, projetadas a partir dos diagnósticos realizados pelo MPPR e pelas demais instituições ligadas à segurança pública.

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