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Uma jovem relatou nas redes sociais o susto que passou após pegar uma carona por aplicativo saindo de Curitiba com destino ao interior de São Paulo. Segundo Isabela Modanez, ela e uma amiga quase acabaram envolvidas em um caso de tráfico de medicamentos após o veículo em que estavam ser parado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). (Assista mais abaixo ao vídeo com o relato de Isabela)
De acordo com o relato, a viagem foi contratada por meio do aplicativo BlaBlaCar. O casal responsável pela carona teria informado que estava retornando de Curitiba para São Paulo após deixar o filho na capital paranaense. No entanto, segundo Isabela, eles teriam vindo do Paraguai antes da abordagem policial.
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A jovem contou que o carro foi parado pela PRF na região de Cajati, no interior paulista. Ela afirma que acordou durante a abordagem com o casal pedindo para que todos dissessem à polícia que eram amigos voltando de uma festa. “Quase fui presa voltando de Curitiba pra São Paulo de BlaBlaCar porque um casal estava traficando Monjaro”, relatou.
Segundo ela, os policiais encontraram canetas do medicamento Mounjaro dentro do veículo. Ainda conforme o relato, havia receitas médicas apresentadas pelo casal, mas a suspeita era de que os documentos fossem falsificados.
Após a abordagem, os ocupantes do carro foram levados para a delegacia de Barra do Turvo, no Vale do Ribeira. Isabela afirmou que permaneceu cerca de cinco a seis horas no local até a situação ser esclarecida.
A jovem disse que um dos passageiros da carona era policial e confirmou aos agentes que ela e a amiga haviam embarcado normalmente pelo aplicativo em Curitiba. “A minha sorte é que o passageiro que estava dentro do BlaBlaCar com a gente também era policial. Ele viu eu chegando no ponto de encontro e explicou toda a situação”, contou.
Assista ao vídeo:
Segundo Isabela, ela e a amiga não precisaram ter os pertences revistados no local da abordagem, embora uma delas tenha prestado depoimento na delegacia. O casal responsável pela viagem teve o carro apreendido e os medicamentos ficaram retidos.
Após o episódio, a jovem disse que decidiu apagar o aplicativo do celular e afirmou que não pretende mais utilizar caronas compartilhadas. “Hoje em dia eu não uso mais. Prefiro viajar de ônibus ou alugar um carro. Tomem cuidado, não peguem caronas com estranhos”, alertou.
Ela também afirmou ter ficado surpresa porque o motorista possuía mais de 300 avaliações positivas dentro da plataforma, o que transmitia sensação de segurança antes da viagem.
O Portal Nosso Dia entrou em contato com a BlaBlaCar sobre o caso e recebeu o seguinte retorno:
“A BlaBlaCar não tolera nenhum comportamento criminoso. No caso informado, entramos em contato com a vítima para oferecer suporte e realizamos o bloqueio da conta do condutor. A empresa também permanece à disposição das autoridades competentes para contribuir com eventuais investigações.
A BlaBlaCar reforça que a segurança é prioridade da empresa no Brasil e segue aprimorando continuamente seus processos e ferramentas para contribuir com a proteção de todos os usuários da plataforma. Entre os recursos disponíveis estão o selo de perfil verificado, concedido após um processo de checagem em múltiplas etapas, incluindo verificação de documentos. As avaliações qualitativas e quantitativas dos perfis também são públicas, permitindo que os usuários tenham acesso ao histórico de experiências compartilhadas pela comunidade antes de realizar uma viagem. A empresa também conta com uma equipe de suporte especializada, formada por mais de 350 profissionais dedicados ao atendimento dos usuários e ao monitoramento das mensagens trocadas na plataforma”.