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Advogado e empresária são mortos a facadas em bairro nobre; diarista é suspeita

Os corpos de Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da mulher dele, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, tinham diversos ferimentos provocados por faca
Prédio onde casal de idosos foi encontrado morto - Foto: Reprodução/TV Globo
Os corpos de Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da mulher dele, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, tinham diversos ferimentos provocados por faca

Estadão Conteúdo

02/07/26
às
8:30

- Atualizado há 2 segundos

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Um advogado e uma empresária foram encontrados mortos no apartamento onde moravam no bairro São Pedro, na região centro-sul de Belo Horizonte, na tarde de terça-feira, 30. Os corpos de Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da mulher dele, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, tinham diversos ferimentos provocados por faca. Eles foram enterrados na tarde desta quarta-feira, 1º, na capital mineira.

A principal suspeita do crime, Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, fugiu com o filho de 6 anos e está sendo procurada pela Polícia Civil. Segundo a investigação, a mulher, que trabalha como diarista, tinha ido pela primeira vez ao apartamento do casal na terça-feira, indicada por um amigo da família. Ela não tinha antecedentes criminais.

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De acordo com o delegado Felipe Freitas, chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), o caso está sendo investigado como latrocínio, que é o roubo seguido de morte. A diarista é suspeita de ter roubado relógios, joias e outros objetos de valor do casal. Os celulares das vítimas, que tinham sido levados, foram recuperados pela polícia.

“A equipe esteve no local. A cena foi grotesca. Muito sangue pela casa afora. Foi de uma extrema barbárie e violência a forma como os dois idosos foram assassinados. A senhora tinha sete facadas e o homem 17 facadas. Isso, por si só, já denota o quão intencionada essa autora estava em ceifar a vida dos dois para poder praticar a subtração”, afirmou o delegado em entrevista coletiva.

Segundo ele, os policiais ainda tentavam prender a suspeita em flagrante nesta quarta-feira. Como ela não foi localizada, a polícia entrará com um pedido de prisão na Justiça. O delegado afirmou que está investigando se a mulher teve ajuda de outra pessoa no crime. A faca utilizada para matar o casal não foi localizada pela polícia.

Gustavo Barletta, delegado responsável pelo caso, disse ter se comovido ao ver a cena do crime no apartamento. “Foi uma barbaridade, muito sangue, muita coisa espalhada”, afirmou. O corpo do idoso estava no quarto e o da idosa na sala da residência.

Ele contou que a investigação apontou que o crime ocorreu entre as 12h30 e as 15h de terça-feira e que tenta identificar a dinâmica dos fatos dentro do apartamento. “Ela chega ao imóvel por volta das 7h30 e é autorizada a entrar. Às 9h30, o filho das vítimas entra em contato com o pai, que atende o telefone normalmente. Meio-dia, ele atende de novo o telefone”, contou o delegado. O idoso teria rejeitado convites para assistir a um jogo em razão de ser o primeiro dia da diarista na residência.

Antes de ir embora do apartamento, a suspeita tomou banho e trocou de roupas. Na sequência, segundo a polícia, ela saiu com diversas sacolas e foi em busca de uma pessoa que possa ter dado suporte a ela na fuga. Em uma rua paralela, ela descartou alguns materiais em uma caçamba. Os policiais encontraram uma blusa com marcas de sangue e o pedaço de uma caixa de relógios.

O delegado responsável pelo caso também afirmou que a suspeita foi até o centro da capital mineira para vender objetos roubados “Temos informações que ela saiu do centro, foi até Ribeirão das Neves (cidade da região) na sua residência, conversou com familiares e, no dia seguinte, se evadiu com seu filho. Apesar de indícios, não temos a localização exata”, disse.

Barletta descartou a possibilidade de participação do homem que indicou a diarista ao casal. Ele informou que o amigo da família está muito abalado. A mulher trabalhava para ele há cerca de um ano.

Ainda conforme a investigação, a suspeita estaria com dívidas e era emocionalmente instável. A família dela contou para os investigadores que recentemente levantou R$ 40 mil para a mulher pagar um agiota. A polícia não soube informar o motivo da dívida Antes de fugir, ela também teria dito que “fez uma grande besteira”.

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