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Um vídeo obtido durante a investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) mostra o vereador de Curitiba Lórens Nogueira (PP) recebendo e contando dinheiro entregue por uma servidora comissionada ligada ao grupo político do parlamentar. As imagens fazem parte da Operação Déjà-vu, deflagrada nesta terça-feira (26), que apura um suposto esquema de “rachadinha”. (Assista ao vídeo mais abaixo)
Segundo a investigação, a servidora entregou R$ 5,6 mil ao vereador dentro do Instituto Grupo Solidário, no bairro Xaxim, em Curitiba. O instituto pertence ao parlamentar e é presidido por ele. O valor seria referente à devolução de parte do salário dos meses de março e abril.
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As gravações foram feitas durante uma ação controlada autorizada pela Justiça. Nesse tipo de procedimento, os investigadores acompanham a movimentação dos suspeitos sem realizar prisão imediata, com o objetivo de reunir provas e aprofundar a investigação.
A Justiça autorizou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar e a pessoas investigadas. Durante a operação, foram apreendidos quase R$ 120 mil em dinheiro guardados em malas e mochilas.
Assista ao vídeo:
Segundo o depoimento da funcionária, ela teria sido indicada por Lórens Nogueira para ocupar um cargo no Departamento de Trânsito do Paraná com a condição de devolver cerca de R$ 6 mil mensais ao parlamentar.
A servidora afirmou aos investigadores que sofria pressão constante e ameaças de exoneração caso deixasse de realizar os repasses. Em um dos relatos, ela contou que precisou pedir ajuda da mãe para conseguir um empréstimo e efetuar o pagamento exigido.
Após a operação, Lórens Nogueira comunicou à Câmara Municipal de Curitiba a saída da presidência do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. O espaço segue aberto para manifestação da defesa do vereador.
*Com informações do Blog Politicamente