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As enormes vigas de concreto que vão compor o novo viaduto entre Curitiba e Pinhais têm chamado a atenção de quem passa pela Avenida Victor Ferreira do Amaral, no Capão da Imbuia. Nesta semana, moradores, comerciantes e motoristas pararam para acompanhar a complexa operação de transporte e instalação das estruturas, consideradas fundamentais para o avanço de uma das principais obras de mobilidade em andamento na Região Metropolitana.
A movimentação envolve carretas especiais, guindastes de grande porte e mais de 50 trabalhadores. Ao todo, serão instaladas 50 vigas de concreto, que juntas somam 2.450 toneladas — peso equivalente a cerca de 1.750 carros populares. As peças têm até 38 metros de comprimento e chegam a pesar 85 toneladas.
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Por causa das dimensões, cada viga é transportada individualmente por um percurso de aproximadamente 900 metros, entre o canteiro de fabricação e o local onde será instalada. A operação exige bloqueios totais em trechos da avenida e deve seguir até o fim do mês.
Morador do Capão da Imbuia há mais de três décadas, o aposentado João Waleske interrompeu a caminhada da manhã para observar uma das etapas da obra. Para ele, além da curiosidade despertada pelo tamanho das estruturas, a expectativa é de melhora no trânsito da região.
“Vai melhorar muito o trânsito. Depois que estiver tudo pronto, acho que vai ficar muito bom para os moradores e para quem passa por aqui todos os dias. Tinha um sinaleiro que segurava muito o fluxo”, afirmou. Em tom de brincadeira, acrescentou: “Eu vim hoje para ver levantar essa ‘viguinha’ que chama atenção”.

A curiosidade também levou o latoeiro e ator amador Sérgio Bressan, morador de Pinhais há 51 anos, a acompanhar de perto o trabalho das equipes. Segundo ele, impressiona tanto a velocidade da construção quanto a engenharia necessária para movimentar estruturas tão pesadas.
“Eu gosto de acompanhar porque também construo na minha chácara e sei que obra dá trabalho. O que mais chama atenção é ver esses guindastes levantando todo esse peso. É uma obra importante para quem mora em Pinhais, porque a cidade cresceu muito e precisava de uma ligação melhor com Curitiba”, disse.
Acostumado a trabalhar com veículos de grande porte, o carreteiro Paulo Briefe também parou para observar a operação. Morador do Bairro Alto, ele ficou surpreso ao descobrir que algumas das vigas foram produzidas a poucos metros do local onde estão sendo instaladas.
“Eu vi aquela carreta enorme e fiquei pensando de onde tinha vindo aquela peça. Depois soube que foi feita aqui perto. É impressionante o tamanho e dá curiosidade de acompanhar”, contou.
Enquanto as vigas são posicionadas na estrutura principal do futuro viaduto, outras frentes de trabalho avançam simultaneamente. No lado de Pinhais, começou a montagem das estruturas de terra armada que formarão os acessos elevados. Já no trecho de Curitiba, as equipes trabalham na conclusão das fundações necessárias para a continuidade da obra.
O novo viaduto integra o projeto Novo Inter 2 e terá três faixas de circulação em cada sentido. A estrutura foi projetada para eliminar um dos principais gargalos viários entre Curitiba e Pinhais, melhorar a fluidez do trânsito e aumentar a segurança para motoristas e usuários do transporte coletivo que circulam diariamente pelo corredor metropolitano.

O prefeito Eduardo Pimentel acompanhou a operação nesta quarta-feira (17) e destacou que a obra foi planejada para atender ao crescimento da demanda de tráfego na região. “Estamos construindo uma ligação mais moderna, segura e eficiente entre Curitiba e Pinhais. É uma obra complexa, mas que vai transformar a mobilidade de quem utiliza esse eixo diariamente”, afirmou.