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Paraná já aplicou polilaminina em 17 pacientes; coordenador fala em evolução “muito significativa”

O coordenador destacou que a rapidez no processo foi essencial devido ao curto prazo considerado ideal para a aplicação da proteína
Polilaminina é pesquisada no tratamento de lesões medulares. Foto: Crystal light/Adobe Stock
O coordenador destacou que a rapidez no processo foi essencial devido ao curto prazo considerado ideal para a aplicação da proteína

Luiz Henrique de Oliveira

17/06/26
às
8:34

- Atualizado há 12 segundos

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O Paraná já aplicou a proteína polilaminina em 17 pacientes com lesão medular e se tornou o estado com o maior número de atendimentos dentro do protocolo de uso compassivo no Brasil. A informação foi confirmada pelo coordenador do programa, Mitter Mayer Borges, na noite desta terça-feira (16), durante o acompanhamento do caso da jovem Ana Beatriz Cruz, de 22 anos, que sofreu uma grave lesão na medula após ser atingida por um galho de árvore na Praça Osório, em Curitiba.

Segundo Borges, Ana Beatriz se enquadra nos critérios exigidos para receber o tratamento por ser jovem, apresentar uma lesão torácica e estar dentro da chamada janela terapêutica, considerada fundamental para aumentar as chances de recuperação. “Ela se enquadra no critério. Ela é uma paciente jovem, com uma lesão torácica e dentro de uma janela terapêutica. Agilizamos a documentação, fizemos o protocolo na Anvisa e hoje pela manhã já tínhamos a autorização”, afirmou.

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O coordenador destacou que a rapidez no processo foi essencial devido ao curto prazo considerado ideal para a aplicação da proteína. “Aqui no estado, 15 pacientes já receberam e hoje são mais dois. O Paraná é o estado que tem mais pacientes em todo o Brasil. Na vida das pessoas, nas publicações das redes sociais delas, o que a gente tem visto é uma evolução muito significativa”, disse.

Segundo ele, lesões medulares completas costumam ter poucas chances de recuperação espontânea. “Uma lesão com chance de 3% a 9% de ter alguma melhora muda muito com a polilaminina. A Anvisa entende que 72 horas é o padrão ouro, mas a gente já observou que até com 80 dias houve melhora”, relatou.

Borges explicou ainda que nem todos os pacientes podem receber a proteína. Antes da inclusão no protocolo, são realizados exames neurológicos para confirmar o tipo da lesão. “Você faz o exame neurológico para saber se é uma lesão completa, porque se não for pode prejudicar o paciente. Os testes neurológicos são feitos para descartar as possibilidades e verificar se o paciente se enquadra nos estudos”, explicou.

O secretário de Estado da Saúde, Cesar Neves, afirmou que a equipe médica identificou rapidamente que Ana Beatriz poderia ser elegível para o tratamento e trabalhou para que a oportunidade não fosse perdida. “Fora deste risco iminente de vida, as equipes hospitalares viram a possibilidade dela ser elegível para o protocolo. Não podíamos perder essa janela de até 72 horas para fazer o tratamento”, disse.

Segundo o secretário, este é o 17º caso acompanhado diretamente pela Secretaria de Estado da Saúde dentro do protocolo. “Não medimos esforços. Agora toda a torcida é para que ela se restabeleça. Ninguém está fazendo experiência e tudo segue rigorosamente o protocolo aprovado. Para uma resposta positiva, é necessário tempo, porque é um tratamento demorado”, afirmou.

Cesar Neves também ressaltou que, além de atender aos critérios médicos, o tratamento recebeu autorização formal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), etapa considerada indispensável para a aplicação da proteína.

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