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“Prioriza a Educação”, diz diretor da Seed sobre projeto de parceria privada para escolas do Paraná

Em entrevista ao Portal Nosso Dia nesta quinta-feira (23), o nome forte da pasta afirmou que a mudança já deu certo em duas escolas piloto e fará com que o diretor da instituição priorize justamente o sistema educacional
Foto: Hedeson Alves/Arquivo SEED
Em entrevista ao Portal Nosso Dia nesta quinta-feira (23), o nome forte da pasta afirmou que a mudança já deu certo em duas escolas piloto e fará com que o diretor da instituição priorize justamente o sistema educacional

Luiz Henrique de Oliveira

24/05/24
às
6:56

- Atualizado há 2 anos

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O diretor geral da Secretaria Estadual de Educação do Paraná, João Giona, refutou as declarações da oposição de que a iniciativa de parceria privada para 200 escolas estaduais do Paraná vai piorar o ensino do estado. Em entrevista ao Portal Nosso Dia nesta quinta-feira (23), o nome forte da pasta afirmou que a mudança já deu certo em duas escolas piloto e fará com que o diretor da instituição priorize justamente o sistema educacional, não se preocupando com questões burocráticas como o conserto de uma janela.

A proposta de lei deverá ser encaminhada nos próximos dias à Assembleia Legislativa. Pelo projeto, caberá aos parceiros privados questões como merenda, internet, segurança, infraestrutura, contratação de professores temporários e pessoal de limpeza, mediante o cumprimento de metas e sem aumento dos custos atuais para o Estado.

A oposição está chamando a medida de privatização da educação, o que foi negado por João Giona. “Não se trata de uma privatização. Longe disso. O que estamos fazendo é desonerar o diretor do que não está relacionado à educação. Alunos são nossos, escolas são nossas. Ficamos com as atribuições pedagógicas. Parte de manutenção e tudo mais, não fica mais a cargo do diretor. Isso será transferido a uma empresa parceira e vai desonerar o estado. O diretor pode se concentrar exclusivamente nas atribuição educacionais”, garantiu.

Em seguida, o diretor da Seed deu um exemplo mais objetivo do que mudará. “Hoje se acontece uma chuva e se há um problema com o telhado, quanto tempo o professor não acaba perdendo para resolver? Isso consome várias horas por dia. O tempo que perdeu, deixou de cuidar da questão pedagógica. O objetivo é melhorar e procura aprimorar o sistema educacional”, pontuou;

O modelo já é adotado em duas escolas estaduais do Paraná: Anibal Khury Neto de Curitiba e Anita Canet de São José dos Pinhais e, conforme o diretor da Seed, tem um índice de aprovação de 90%. “Deu muito certo. Isso é o depoimento de quem lá permaneceu. Os diretores afirmaram que conseguiram se dedicar às atividades profissionais. Fizemos pesquisas de satisfação e teve mais de 90% de aprovação em relação ao modelo. Houve ganho de matrícula, uma busca maior de alunos para serem transferidos para lá. Lembrando que para o modelo ser adotado, haverá uma consulta no âmbito da escola”, pontuou João Giona.

Por fim, o diretor também negou que o modelo gerará mais instabilidade aos trabalhadores da Educação. “Profissionais temporários já temos contratados atualmente e é uma realidade. Como a rede é muito grande, já há a contratação por PSS (Processo Seletivo Simplificado). Essas empresas quando contratarem agora, serão pelo regime CLT, que tem mais direito que os profissionais que nós contratamos no atual modelo”, concluiu.

Oposição questiona

Em entrevista ao Portal Nosso Dia, também quinta-feira (23), o deputado estadual Arilson Chiorato (PT) afirmou que a proposta privatiza a Educação. “Vejo esse projeto com muita tristeza. Ele literalmente privatiza a administração, a segurança, a infraestrutura e alimentação da escolas, além de permitir a contratação de profissionais temporários. Ou seja, não vão fazer mais concursos lá na frente. A previsão é de 200 escolas, mas eu tenho certeza que esse número depois vai ser bem maior”, afirmou o parlamentar.

Arilson Chiorato (Foto: Portal Nosso Dia)

Segundo o deputado, a intenção do governo é vender a Educação do Paraná. “É a venda da Educação do Paraná. Estamos trabalhando para que esse projeto não passe. O governo se mostra incapaz de comandar qualquer coisa e terceiriza tudo. Terceirizou a Copel, a Compagás, as rodovias, os Portos e agora a Educação”, disse.

Ainda na entrevista, Chiorato falou novamente sobre a preocupação com a instabilidade de emprego dos profissionais da Educação. “É um risco total para a estabilidade dos trabalhadores. A ideia deles é ir aposentando os concursados e repondo com temporários. Perde-se a qualidade do ensino”, opinou.

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