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“Privatização da Educação”: deputado critica possível mudança na administração das escolas do Paraná

Em entrevista ao Portal Nosso Dia, nesta quinta-feira (23), o deputado estadual Arilson Chiorato (PT) afirmou que a proposta privatiza a Educação do Paraná
Imagem ilustrativa - Foto: Lucas Fermin/SEED
Em entrevista ao Portal Nosso Dia, nesta quinta-feira (23), o deputado estadual Arilson Chiorato (PT) afirmou que a proposta privatiza a Educação do Paraná

Luiz Henrique de Oliveira

23/05/24
às
10:22

- Atualizado há 2 anos

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O projeto de lei do Governo do Paraná, que deverá ser encaminhado na próxima semana à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), para repassar a empresas privadas a gestão administrativa e financeira de cerca de 200 colégios estaduais do estado a partir de 2025, é alvo de criticas da oposição. Em entrevista ao Portal Nosso Dia, nesta quinta-feira (23), o deputado estadual Arilson Chiorato (PT) afirmou que a proposta privatiza a Educação.

“Vejo esse projeto com muita tristeza. Ele literalmente privatiza a administração, a segurança, a infraestrutura e alimentação da escolas, além de permitir a contratação de profissionais temporários. Ou seja, não vão fazer mais concursos lá na frente. A previsão é de 200 escolas, mas eu tenho certeza que esse número depois vai ser bem maior”, afirmou o parlamentar.

Segundo o deputado, a intenção do governo é vender a Educação do Paraná. “É a venda da Educação do Paraná. Estamos trabalhando para que esse projeto não passe. O governo se mostra incapaz de comandar qualquer coisa e terceiriza tudo. Terceirizou a Copel, a Compagás, as rodovias, os Portos e agora a Educação”, disse.

O deputado estadual Arilson Chiorato – Foto: Alep

Ainda na entrevista, Chiorato falou novamente sobre a preocupação com a instabilidade de emprego dos profissionais da Educação. “É um risco total para a estabilidade dos trabalhadores. A ideia deles é ir aposentando os concursados e repondo com temporários. Perde-se a qualidade do ensino”, opinou.

Defesa do projeto

Conforme o líder do governo na Alep, o deputado Hussein Bakri (PSD), as escolas escolhidas são com baixo IDEB e em áreas de vulnerabilidade social. Pelo projeto, caberá aos parceiros privados questões como merenda, internet, segurança, infraestrutura, contratação de professores temporários e pessoal de limpeza, mediante o cumprimento de metas e sem aumento dos custos atuais para o Estado.

“Trata-se de mais um projeto moderno e inovador do Governo Ratinho Junior, que já está sendo testado em duas escolas desde o ano passado com altos índices de frequência e desempenho dos estudantes bem como ampla aprovação da comunidade escolar. E é importante ressaltar dois aspectos: a gestão pedagógica continuará inteiramente sob responsabilidade da Secretaria de Educação e a adesão ao novo modelo só ocorrerá mediante aprovação de alunos, pais e professores”, afirmou Bakri.

Deputado Hussein Bakri (PSD) – Créditos:Orlando Kissner/Ale

O modelo já é adotado em duas escolas estaduais do Paraná: Anibal Khury Neto de Curitiba e Anita Canet de São José dos Pinhais. De acordo com o líder do Governo, o índice de aprovação da comunidade escolar e a frequência dos alunos passam de 90%.

“Além de liberar os diretores para se concentrarem mais na parte pedagógica e menos na burocracia da gestão, esse projeto já permitiu a revitalização completa na infraestrutura dessas duas escolas, com renovação da fachada, reforma do refeitório, instalação de bicicletário, paisagismo das áreas de convivência dos estudantes, pintura das quadras esportivas e implantação do sistema de segurança com câmeras de monitoramento”, destacou Bakri.

O Portal Nosso Dia entrou em contato com a Secretaria de Estado da Educação (SEED) sobre o projeto e aguarda um retorno.

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