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O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o sistema de pedágio eletrônico Free Flow passará por ajustes para garantir mais transparência aos usuários e evitar cobranças indevidas. Segundo ele, uma deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ampliou o prazo para que concessionárias e órgãos reguladores implementem as regras que preveem a integração das informações de cobrança ao aplicativo da Carteira Digital de Trânsito (CDT). O questionamento foi feito nesta sexta-feira pelo Portal Nosso Dia.
A proposta é que os motoristas possam consultar, diretamente pelo aplicativo, os trechos percorridos e os valores cobrados após a passagem pelos pórticos do Free Flow. A medida vale tanto para usuários sem tag quanto para aqueles que utilizam dispositivos automáticos de pagamento. “O usuário precisa ter clareza por onde ele passou e se está tendo a cobrança devida. No dia seguinte à passagem pelo pórtico, ele poderá consultar as informações, conferir se a cobrança está correta e, se necessário, fazer reclamações”, afirmou o ministro, durante o anúncio da liberação de trecho triplicado da BR-277, em São José dos Pinhais.
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De acordo com Santoro, o prazo adicional foi necessário para que as concessionárias aperfeiçoem a comunicação visual e sigam uma padronização nacional definida pelo Contran. O objetivo, segundo ele, é evitar erros na implementação e garantir que os motoristas sejam devidamente informados sobre o funcionamento do sistema. “O que queremos é evitar pegadinhas, implementação equivocada e melhorar a transparência para os usuários”, disse.
O ministro também destacou que o Free Flow deve reduzir os custos operacionais das concessões rodoviárias. Segundo ele, uma praça física de pedágio pode representar mais de 15% do custo de um projeto de concessão, enquanto o sistema eletrônico é mais barato e permite a cobrança proporcional ao trecho efetivamente percorrido. “Com o Free Flow, as pessoas vão pagar apenas pelo uso, pela quilometragem percorrida. Tivemos erros e acertos nessa fase inicial, mas estamos corrigindo o rumo para fazer uma implementação mais correta e efetiva”, afirmou.
Além da modernização da cobrança, Santoro ressaltou que os novos contratos de concessão no Paraná exigem padrões mais elevados de segurança e monitoramento. Entre as medidas previstas estão cobertura de internet ao longo das rodovias, monitoramento por câmeras em toda a extensão concedida, serviços de socorro e integração com as forças de segurança pública. “Quando entrar em uma rodovia concedida, o usuário saberá que estará sendo monitorado o tempo inteiro, com acesso à internet e assistência em todo o percurso. É uma mudança muito grande de padrão de qualidade”, disse.

O ministro também reforçou o volume de investimentos previstos para as rodovias paranaenses. Segundo ele, os contratos de concessão em vigor somam R$ 110 bilhões no estado. Apenas as concessões administradas pela EPR já receberam cerca de R$ 3 bilhões em investimentos, enquanto o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) aplicou outros R$ 3 bilhões. “Se somarmos todas as concessionárias em operação hoje no Paraná, estamos falando de aproximadamente R$ 6,5 bilhões em investimentos. É um volume muito superior ao que era aplicado anteriormente e representa uma transformação da infraestrutura rodoviária do estado”, concluiu.