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Pela 2° vez, delegado é alvo de injúria racial durante atendimento no Paraná

É a segunda vez que Rodrigo Souza sofre injúrias durante o trabalho
Delegado foi alvo de injúria racial (Foto: Reprodução de Vídeo)
É a segunda vez que Rodrigo Souza sofre injúrias durante o trabalho

Redação

15/02/24
às
6:23

- Atualizado há 2 anos

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O delegado de Foz do Iguaçu, Rodrigo Souza, sofreu injúria racial ao verificar denúncia de abuso contra criança de 5 anos na avenida Brasil. A situação aconteceu na terça-feira (13). Em depoimento, Rodrigo Silva de Souza explica que recebeu denúncia sobre um possível abuso contra uma criança em um conjunto de quitinetes. As informações são da Catve.com.

Após falar com a denunciante, eles se dirigiram até o local. Ao chegar o imóvel, a senhora que atendeu o policial e ficou com a porta entreaberta.

Segundo o depoimento, no primeiro momento, ele percebeu que a menina, a mulher e o pai estavam sem roupas. Neste momento ele pediu para que se vestissem para que fossem conduzidos à delegacia. A mulher tentou fechar a porta, ele impediu e ela, na sequência, fechou. Segundo o delegado o homem disse que ele não era policial.

“O cara lá de dentro ‘não, é bandido. Você é bandido.’ Aí ele abriu voltou, saiu e disse ‘Você não tem cara de policial, você é bandido. Olha sua cor, sua tatuagem, você é vagabundo, você vai se ver comigo. Eu sou militar, conheço muita gente na polícia'”, contou o delegado.

Como estava sozinho, ele pediu reforço à Polícia Militar para conduzir os envolvidos à delegacia. Foi registrado o boletim pelos crimes de ameaças, desacatado e também da injúria racial.

O homem foi preso encaminhado à Cadeia Pública Laudemir Neves.

O delegado comenta que essa é a segunda vez que uma situação de injúria contra ele acontece na cidade.

“Toda vez que tiver eu vou fazer o flagrante, eu não deixo passar. E nessa situação tinham duas testemunhas, uma vizinha que estava no corredor e a senhora que denunciou. Então elas ouviram muito bem o que foi feito”, afirmou.

No local, a mulher que estava no interior da quitinete caluniou uma testemunha.

Já com relação a criança, foi acionado o Conselho Tutelar para quem foi entregue a menina. Eles devem tomar as providências para apurar o eventual abuso.

O caso será investigado.

Para mais informações sobre o Oeste acesse a Catve.com clicando aqui.

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