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Mulher de 54 anos morre de meningite no Paraná; 58 casos já foram confirmados

Ainda há outros casos e óbitos no Estado que seguem em investigação; um deles de uma criança de sete anos
Hospital Universitário (Foto: Catve.com)
Ainda há outros casos e óbitos no Estado que seguem em investigação; um deles de uma criança de sete anos

Redação

01/03/24
às
7:28

- Atualizado há 2 anos

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Uma mulher de 54 anos, diagnosticada com meningite, morreu no Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HU), em Cascavel. As informações são da Catve.com.

Segundo dados preliminares informados pela Secretaria de Saúde do Paraná, a mulher internada no dia 27 de janeiro e entrou em óbito no dia 8 de fevereiro. A mulher era moradora de Cascavel.

Os pacientes suspeitos de meningite seguem em isolamento. Neste ano no Paraná, foram 58 casos confirmados e um óbito até agora . Ainda há outros casos e óbitos no Estado que seguem em investigação. Um deles de uma criança de sete anos. (Relembre aqui)

Segundo o médico Milton Junior Neckel, Diretor Técnico de Atenção às Urgências da Secretaria de Saúde de Cascavel, no caso da mulher que morreu, foi uma meningite bacteriana considerada inespecífica.

A doença é contagiosa, alguns dos sintomas são febre e rigidez na nuca. Casos suspeitos devem ser investigados para evitar o contágio.

Doença grave

A meningite é uma doença causada pela inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, o que se dá por meio da infecção principalmente por vírus ou bactérias.

Ao todo, o SUS oferece sete vacinas contra a meningite, que é considerada uma doença endêmica no país. Isso significa que são esperados casos ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais. Segundo o Ministério da Saúde, a ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no outono e no inverno, e a das virais, na primavera e no verão.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabela Balallai, explica que a meningite meningocócica está entre as mais graves, por ser uma doença que chega a causar a morte de 20% dos pacientes e a deixar um em cada cinco com sequelas importantes, como amputações de braços e pernas e danos neurológicos irreversíveis.

“As meningites por bactérias são as mais graves, e as duas bactérias que mais causam são o meningococo e o pneumococo. A meningocócica é a mais comum no país, mas, nesse um ano após a pior fase da pandemia, a gente está vendo aumentar a pneumocócica”, alertou.

Prevenção

A vacinação contra a meningite deve começar ao nascer, com a vacina BCG, que protege contra formas graves da tuberculose, o que inclui a meningite tuberculosa.

A vacina pentavalente, prescrita para 2, 4 e 6 meses de idade, previne contra a meningite causada pelo Haemophilus influenzae sorotipo B, além de difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.

Aos 2 meses de idade, os bebês também devem tomar a primeira dose da pneumocócica 10-valente, que requer ainda uma dose aos 4 meses de idade e um reforço ao completar o primeiro ano de vida. Essa vacina protege contra a meningite pneumocócica e contra pneumonias.

A vacina meningocócica C conjugada, que protege contra o sorotipo C do meningococo, deve ser aplicada aos 3, 5 e 12 meses idade. Nesse caso, a prevenção é contra a meningite meningocócica.

Já a meningocócica ACWY, contra o mesmo tipo de meningite, protege contra os sorotipos A, C, W e Y, e é recomendada para adolescentes de 11 a 14 anos de idade. A vacinação com a ACWY no país está em situação ainda pior que a da meningocócica C, com cobertura de apenas 57% em 2022, segundo o Ministério da Saúde.

A vacina Pneumocócica 23-valente não faz parte do calendário infantil e é recomendada pelo Ministério da Saúde para toda a população indígena acima de 5 anos de idade e para a população com mais de 60 anos de idade abrigada em instituições de acolhimento.

A vacina Pneumocócica 13-valente é aplicada apenas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs), e seu uso é recomendado para indivíduos com ao menos 5 anos de idade que vivem com HIV, pacientes oncológicos, transplantados de órgãos sólidos e transplantados de medula óssea.

Para mais informações sobre o Oeste do Paraná acesse a Catve.com clicando aqui.

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