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Morre procuradora Miriam de Freitas Santos, primeira promotora negra do Paraná

Atualmente, ela era coordenadora do Núcleo de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (Nupier) do MP-PR
Atualmente, ela era coordenadora do Núcleo de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (Nupier) do MP-PR

Redação

03/12/22
às
13:26

- Atualizado há 3 anos

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O Ministério Público do Paraná (MP-PR) lamentou, nesta sexta-feira (2), a morte da procuradora de Justiça Miriam de Freitas Santos, aos 65 anos. Ela morreu em casa e a causa não foi divulgada.

Miriam de Freitas dos Santos Foto: Reprodução/APMP

Miriam ingressou no MP-PR em 1981, quando foi a primeira promotora negra a entrar no órgão. Atualmente ,era coordenadora do Núcleo de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (Nupier) do MP-PR.

O velório começou às 7h deste sábado, 3 de dezembro, na Capela 5 do Cemitério Parque Iguaçu, localizado na Rua Nicolau José Gravina, 292, em Curitiba. O sepultamento será às 17h, no mesmo local.

Confira a íntegra da nota emitida pelo MP-PR:

Como pode a vida comportar contrastes tão profundos e que tanto nos tocam diante de Sua inexorável finitude terrena? É o que se sente em momentos tão impactantes como esse. Lemos a história de vida – e que bela história – de Miriam de Freitas Santos, uma grande mulher, adiante de Seu tempo, afrodescendente por certo de princesas da Mãe África, vencedora de desafios e preconceitos mil, ingressando meritamente e transitando por carreira jurídica de destaque numa era quase impensável para os padrões de então, combatendo o bom combate e, agora, tombando na trincheira de luta vendo o seu Brasil verde-amarelo em campo, paixão nacional, num misto de destino e emoção. E a morte A visita leve, sem aviso prévio, quase imperceptivelmente A eleva aos céus junto de Deus, seu justo lugar. Essa a sua sina, triste para nós, mas florida para o éden, e como lamentamos a insubstituível perda de seu doce convívio que nos fará lembrar sempre o exemplo que deixa e continuará nos chamando à exortação de Clarice Lispector: “Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento”.


Contar seus legados daria livros e encheria bibliotecas de amor, devoção à causa pública, integridade ética, correção moral, coragem cívica e apego à horizontalidade de sua humanidade. Por último, seu destaque na coordenação institucional do pioneiro Núcleo de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (Nupier). Começo, meio e fim, é o determinismo que a sabedoria do Médio Oriente bem conhece pelo Maktub, e que, por sua notável trajetória de vida, Lhe seja representado no pensamento de outra grande mulher Marie Curie, vencedora do tempo: “Nada na vida deve ser temido, somente compreendido. Agora é hora de compreender mais para temer menos”. O Ministério Público do Estado do Paraná, sua casa, A pranteia, rogando ao Deus de todas as fés que permita a construção de pontes desta à Sua outra agora eterna e etérea morada, amadíssima Miriam.

TÁ SABENDO?

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