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Reajuste de 19% na tarifa da Copel é abusivo, afirma Sistema FAEP

O Sistema FAEP classificou o aumento como abusivo, especialmente diante das queixas recorrentes de produtores rurais sobre a qualidade do fornecimento no campo
O Sistema FAEP classificou o aumento como abusivo, especialmente diante das queixas recorrentes de produtores rurais sobre a qualidade do fornecimento no campo

Redação Nosso Dia

16/04/26
às
10:06

- Atualizado há 21 segundos

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A proposta de reajuste médio de 19,2% na conta de energia elétrica apresentada pela Aneel para consumidores da Copel tem gerou no setor agropecuário do Paraná. O Sistema FAEP classificou o aumento como abusivo, especialmente diante das queixas recorrentes de produtores rurais sobre a qualidade do fornecimento no campo.

Segundo a entidade, o índice proposto na Revisão Tarifária Periódica (RTP) de 2026 supera com folga a inflação registrada em 2025, de 4,26%. Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, o reajuste não se justifica frente aos problemas enfrentados pelos produtores.

“O Sistema FAEP é frontalmente contra esse ajuste. Embora a distribuidora tenha realizado investimentos, isso não impactou positivamente os produtores rurais”, afirmou. Ele destaca que são frequentes os relatos de prejuízos causados por quedas de energia, como perdas na produção de frango, peixe e leite, além da queima de equipamentos.

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A revisão tarifária da Copel considera custos operacionais, investimentos e encargos acumulados ao longo de cinco anos. Cerca de 5,3 milhões de unidades consumidoras serão afetadas no Estado, incluindo aproximadamente 311 mil propriedades rurais.

O Sistema FAEP defende que, em vez de aumento, haja redução das tarifas ou ressarcimento pelos prejuízos acumulados pelos produtores. “O serviço ofertado no meio rural deixa a desejar e impacta severamente a produção dentro da porteira”, reforçou Meneguette.

Prejuízos no campo

A entidade afirma que os problemas no fornecimento de energia têm causado perdas significativas em diversas cadeias produtivas. Entre os principais impactos relatados estão a mortalidade de animais, especialmente aves e peixes, prejuízos na produção leiteira e danos a equipamentos como motores, bombas de irrigação, climatizadores e resfriadores.

Uma pesquisa encomendada pelo Sistema FAEP em 2024 aponta que 85% dos produtores rurais do Paraná estão insatisfeitos com o serviço prestado pela Copel. Entre os principais motivos estão a falta constante de energia (44%), a demora no atendimento (14%) e a oscilação na rede elétrica (12,3%).

Diante desse cenário, o setor agropecuário pressiona para que a proposta de reajuste seja revista antes da decisão final da Aneel. A federação sustenta que o aumento, somado às falhas no fornecimento, pode agravar ainda mais os custos de produção e comprometer a atividade no campo.

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