
- Atualizado há 2 anos
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Líder do governo Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD) na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o deputado estadual Hussein Bakri (PSD) criticou as fake news para, segundo ele, jogar a comunidade contra o Programa Parceiro da Escola, que quer a contratação de empresas para gerir o setor administrativo das escolas estaduais do estado. Em entrevista acompanhada pelo Portal Nosso Dia, na tarde desta terça-feira (27), ele também afirmou que a oposição pratica um debate ideológico sobre o tema.
“O que está havendo é um debate ideológico pela oposição. São várias fake news que a gente está vendo por aí, até mesmo de que vai se cobrar mensalidade de alunos, imagine que absurdo. Hoje tem até indígenas aqui protestando na porta da Alep, quando nenhuma escola deles terá o programa”, afirmou o deputado.
Segundo Hussein Bakri, o programa seguirá um critério para escolha dos colégios aptos a recebê-lo. “Foram escolhidas 200 escolas, de um total de 2,3 mil que temos no Paraná. São escolas com evasão, IDEB baixo, falta de professores. São essas escolas escolhidas, buscando melhorar a qualidade da educação, com o diretor focado nisso”, pontuou.
O deputado disse ainda que os concursados seguirão com estabilidade no emprego e os novos professores contratados terão mais garantias trabalhistas. “Ninguém mexe no concursado, ele só sai se quiser. O projeto prevê contratação de celetista, que tem mais direitos e melhor salário que o PSS atual. A empresa será apenas para resolver questões admistrativas, dando exclusividade aos diretores aos aspectos educacionais”, detalhou.

Por fim, Hussein falou sobre a expectativa do tempo de tramitação do projeto até a aprovação. “Passa na CCJ, onde alguém pode pedir vista ou votar contra, vai pra a Comissão da Educação, segue para Plenário, daí apresentam-se emendas e pode voltar a CCJ. Eu acredito que leva umas duas semanas”, concluiu.
O Governo do Paraná afirma que o projeto-piloto do programa Parceiro da Escola, inspirado em modelos educacionais internacionais adotados em países como Estados Unidos, Inglaterra, Espanha e Coreia do Sul, tem índice de aprovação acima de 90%, de acordo com o Governo do Paraná. O programa de gerenciamento das escolas da rede estadual por empresas parceiras atende 2,1 mil estudantes no Colégio Estadual Aníbal Khury, em Curitiba, e no Colégio Estadual Anita Canet, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
O projeto de lei que institui o programa em cerca de 200 escolas de 100 cidades do Paraná foi encaminhado a Assembleia Legislativa do Paraná nesta segunda-feira. A proposta é motivo de futura greve por parte dos professores, que determinaram a paralisação a partir do dia 3 de junho em assembleia.
Segundo o governo, as duas pesquisas realizadas junto à comunidade escolar aconteceram no início de 2024. Para a realização do mapeamento, o IRG Pesquisa elaborou um questionário estruturado que abordou os aspectos relacionados à gestão escolar e às mudanças. As perguntas foram direcionadas especificamente para pais e responsáveis pelos alunos que estudam nos colégios. Os principais pontos investigados incluíram o conhecimento dos participantes sobre a mudança na gestão, suas percepções sobre eventuais melhorias ou mudanças observadas e seus sentimentos.
No Colégio Estadual Anibal Khury o projeto alcançou 81% de satisfação e 90% de aprovação por parte do coletivo escolar. No Colégio Estadual Anita Canet, os números foram ainda melhores, com 93% de satisfação e 96% de aprovação.
“A grande aprovação por parte da comunidade escolar em relação ao programa decorre dos resultados pedagógicos alcançados desde a implementação nas instituições participantes. Com a expansão do programa a expectativa é de que tais êxitos alcancem mais escolas, fortalecendo ainda mais o aprendizado dos nossos estudantes”, diz o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.
A expectativa da APP-Sindicato é de 100% de adesão da escolas estaduais do Paraná para a greve marcada para o dia 3 de junho, contra o projeto de lei do Governo do Estado. Segundo o sindicato, a proposta de compartilhar a gestão dos colégios com a iniciativa privada nada mais é que colocar um fim na educação pública.
“O sindicato defende a o recurso público na escola pública. Esse projeto fere a escola pública ao passar a empresa privada. Perde o caráter público e os recursos passam a outra finalidade, que é virar lucro ao empresário”, disse Walkiria, durante a sessão da tarde desta segunda-feira na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
Ainda na entrevista, a presidente da APP-Sindicato afirmou que a greve não é pelos professores, mas sim contra o fim das escolas públicas. “A greve não é por nós professores, que somos concursados, é pelo fim da escola pública. A expectativa é de adesão de 100% das escolas. A tramitação aqui na Alep vai ser acelerada. Tentamos dialogo com o secretário de estado da Educação e pedimos oficialmente que não enviassem o projeto, mas não aconteceu”, lamentou.