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SEGURANÇA

Justiça suspende processo e pede exame de insanidade mental para autor de ataque em bar de Curitiba

O documento é assinado pela Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da 1ª Vara Privativa do Tribunal do Júri. O pedido pelo exame é da defesa do réu e houve concordância por parte do Ministério Público do Paraná (MP)
O documento é assinado pela Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da 1ª Vara Privativa do Tribunal do Júri. O pedido pelo exame é da defesa do réu e houve concordância por parte do Ministério Público do Paraná (MP)

Redação Nosso Dia

27/09/23
às
7:44

- Atualizado há 3 anos

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A Justiça do Paraná determinou a realização de um exame de insanidade mental no autor da facadas que matou um homem de 49 anos e deixou outras três pessoas feridas, no bar Distrito 1340, no bairro Campina do Siqueira, em Curitiba. Até o resultado do laudo ser apresentado, o processo fica suspenso. O caso aconteceu no dia 22 de julho deste ano.

O documento é assinado pela Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da 1ª Vara Privativa do Tribunal do Júri, em decisão tomada no último dia 17. O pedido pelo exame é da defesa do réu e houve concordância por parte do Ministério Público do Paraná (MP).

“Há dúvida razoável acerca da integridade mental do acusado. Isso, porque, da análise dos depoimentos constantes nos autos, os familiares do acusado relataram que estava sendo submetido a tratamento psicológico e já havia tentado suicídio anteriormente. Aliado a isto, o acusado, quando interrogado, afirmou que teve um surto, de modo que, diante dos elementos trazidos aos autos, entendo que é o caso de verificação da sanidade mental do acusado”, usou como justificativa a magistrada.

Ainda não há uma data para o exame acontecer. O suspeito de cometer o ataque dentro do bar permanece preso.

O ataque

Câmeras de segurança registaram o momento em que o jovem abre uma maleta com facas e passa a atacar clientes que estava em uma mesa do Distrito 1340. O autor do ataque foi denunciado por homicídio e três tentativas de homicídios, todos os crimes triplamente qualificados. Na denúncia, o MP afirmou que o crime teve motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Morreu no dia do atentado o empresário Mauri José Glus, de 49 anos, que estava dentro do bar em uma mesa com amigos. Outras três pessoas ficaram feridas e todas já receberam alta hospitalar.

Mauri foi morto a facadas no ataque (Foto: Arquivo Pessoal)

Crime premeditado

Em entrevista ao Portal Nosso Dia dias após o crime, o advogado que representa a família de Mauri afirmou que o ataque foi premeditado e que o estabelecimento precisa ser responsabilizado, porque deveria dar segurança aos frequentadores. A declaração de Igor Ogar foi dada durante coletiva de imprensa da Polícia Civil do Paraná sobre o caso.

“Acreditamos que há indícios para uma premeditação, porque o rapaz saiu de casa com arma branca, para fazer o ato, que se consumiu. Há ainda os livros, relacionados à violência e morte, e nós acreditamos sim em uma premeditação”, afirmou advogado.

Sobre essa premeditação, o delegado José Vitor Pinhão, que investiga o caso, não descartou, mas afirmou que ainda não tem fatos concretos sobre isso. “Ele distribuiu esses livros sobre crimes, mas ainda é prematuro dizer se houve uma premeditação. Pelas imagens, é possível notar o grau de agressividade do suspeito. Ele nos passou que passava por tratamento psiquiátrico e não tinha tomado o remédio no dia”, disse o delegado.

Ainda na entrevista, o advogado falou que a família de Mauri vê responsabilidade do bar no caso. “Outro ponto é dizer que a casa noturna é responsável sim por quem está consumindo ali. Não há critérios como vistoria, revista pessoal e se permite a entrada com arma branca e até outras substâncias. É um bar que não se preocupava com os usuários do local. Do ponto de vista da família, existe sim uma omissão do estabelecimento”, pontuou.

Por sua vez, o delegado pontuou que não há nenhuma legislação que obrigue a revista de bolsas pelos estabelicimentos. “Não existe uma lei que obrigue os estabelecimentos a submeterem revista de bolsa. Cabe a cada estabelecimento realizar isso. É complicado, porque não é o único que não faz. Não é omissão, porque são espaços multiusos, não apenas o bar. Isso é uma questão para as associações de bares se reunirem e encontrarem um meio termo que garanta segurança”, explicou.

Sobre o que disse o advogado, o Portal Nosso Dia entrou em contato com os advogados do Distrito 1340 e não houve retorno até o momento. O espaço também está aberto para a defesa do acusado pelo ataque.

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