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SEGURANÇA

Homem que matou empresário em ataque a bar em Curitiba vira réu; ele permanece preso

Na denúncia, o MP afirmou que o crime teve motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas
Bar em que aconteceu o atentado (Foto: Street View)
Na denúncia, o MP afirmou que o crime teve motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas

Redação Nosso Dia

11/08/23
às
8:15

- Atualizado há 3 anos

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A Justiça do Paraná aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) e o homem de 27 anos, que atacou clientes no bar Distrito 1340, em Curitiba, no dia 22 de julho, se tornou réu no processo. Ele responde por homicídio e três tentativas de homicídios, todos os crimes triplamente qualificados. Na denúncia, o MP afirmou que o crime teve motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Morreu no dia do atentado o empresário Mauri José Glus, de 49 anos, que estava dentro do bar em uma mesa com amigos. Outras três pessoas ficaram feridas e todas já receberam alta hospitalar.

Na mesma decisão, a juíza responsável pelo caso decidiu pela manutenção da prisão preventiva do suspeito e solicitou à defesa dele que entregue comprovantes de tratamento psiquiátrico e psicológico.

Mauri foi morto a facadas no ataque (Foto: Arquivo Pessoal)

Crime premeditado

Em entrevista ao Portal Nosso Dia no último dia 25, o advogado que representa a família de Mauri afirmou que o ataque foi premeditado e que o estabelecimento precisa ser responsabilizado, porque deveria dar segurança aos frequentadores. A declaração de Igor Ogar foi dada durante coletiva de imprensa da Polícia Civil do Paraná sobre o caso.

“Acreditamos que há indícios para uma premeditação, porque o rapaz saiu de casa com arma branca, para fazer o ato, que se consumiu. Há ainda os livros, relacionados à violência e morte, e nós acreditamos sim em uma premeditação”, afirmou advogado.

Sobre essa premeditação, o delegado José Vitor Pinhão, que investiga o caso, não descartou, mas afirmou que ainda não tem fatos concretos sobre isso. “Ele distribuiu esses livros sobre crimes, mas ainda é prematuro dizer se houve uma premeditação. Pelas imagens, é possível notar o grau de agressividade do suspeito. Ele nos passou que passava por tratamento psiquiátrico e não tinha tomado o remédio no dia”, disse o delegado.

Ainda na entrevista, o advogado falou que a família de Mauri vê responsabilidade do bar no caso. “Outro ponto é dizer que a casa noturna é responsável sim por quem está consumindo ali. Não há critérios como vistoria, revista pessoal e se permite a entrada com arma branca e até outras substâncias. É um bar que não se preocupava com os usuários do local. Do ponto de vista da família, existe sim uma omissão do estabelecimento”, pontuou.

Por sua vez, o delegado pontuou que não há nenhuma legislação que obrigue a revista de bolsas pelos estabelicimentos. “Não existe uma lei que obrigue os estabelecimentos a submeterem revista de bolsa. Cabe a cada estabelecimento realizar isso. É complicado, porque não é o único que não faz. Não é omissão, porque são espaços multiusos, não apenas o bar. Isso é uma questão para as associações de bares se reunirem e encontrarem um meio termo que garanta segurança”, explicou.

Sobre o que disse o advogado, o Portal Nosso Dia entrou em contato com os advogados do Distrito 1340 e aguarda um retorno. O espaço também está aberto para a defesa do acusado pelo ataque.

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