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Justiça solta mulher acusada de injúria racial na Alep; defesa diz que acusadores serão responsabilizados

Segundo a decisão, nao há indícios suficientes de perigo caso a acusada fosse solta
Segundo a decisão, nao há indícios suficientes de perigo caso a acusada fosse solta

Luiz Henrique de Oliveira

25/02/25
às
17:33

- Atualizado há 1 ano

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A Justiça mandou soltar a mulher acusada de injúria racial durante a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Assembleia Legislativa do Paraná, na segunda-feira (24). A decisão, sem a necessidade de audiência de custódia, foi tomada pelo juiz Thiago Flôres Carvalho na tarde desta terça-feira (25).

Segundo a decisão, nao há indícios suficientes de perigo caso a acusada fosse solta. Desta forma, foi concedida a liberdade provisória com a obrigação de comparecer aos atos judiciais e restrições como não alterar residência sem autorização e não se ausentar por mais de oito dias sem informar à Justiça.

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Segundo o advogado da acusada, Jackson William Bahls Rodrigues, a decisão traz justiça ao caso.

“Em nome da justiça, tivemos a liberdade concedida, restabelecendo a ordem. Agora, dentro do processo, vamos provar que aqueles que que a acusam têm muito o que explicar. De forma injusta atribuíram um crime gravíssimo a ela. Essas pessoas que a acusaram serão responsabilizadas”, afirmou o advogado.

O caso

A sessão tumultuada desta segunda-feira (24) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que teve bate-boca entre deputados e empurrão no corredor da Casa de Lei, também terminou com uma mulher presa em flagrante por injúria racial

O deputado Tito Livio Barichello e outras pessoas ouviram a suspeita afirmar que o assessor do deputado Márcio Pacheco (PP), que estaria rindo durante a fala do deputado Renato Freitas (PT), estava com outras pessoas ‘rindo como macacos’. Ela recebeu voz de prisão no corredor da Alep, onde disse que macaco também ri e afirmou que estava se referindo a uma pessoa branca, não com injúria racial.

Apesar da justificativa, ela foi presa e autuada em flagrante. Na delegacia, uma assessora negra também esteve presente. Ela estava junto com o assessor, o qual a mulher se referiu que ‘ria como macaco’, e relatou ter se sentido ofendida pela fala.

A mulher presa estava na Alep na condição de visitante. No corredor da Casa de Lei, houve uma discussão entre o Tito Livio e o deputado Renato Freitas. O petista afirmou que em caso de racismo contra negro o parlamentar fica quieto: “Um defensor de racismo contra branco”, disse a Tito, que rebateu: “Muito pelo contrário, senhor Renato Freitas”.

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