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Crime no posto /
SEGURANÇA

Justiça aceita denúncia de MPPR e mantém preso policial que matou em posto

Juíza negou reconstituição do crime, pedido pela defesa, afirmando que há relatos detalhados sobre modus operandi do acusado.
policial
Juíza negou reconstituição do crime, pedido pela defesa, afirmando que há relatos detalhados sobre modus operandi do acusado.

Geovane Barreiro

24/05/22
às
18:44

- Atualizado há 4 anos

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A Justiça do Paraná aceitou, nesta terça-feira (24) a denúncia criminal oferecida pelo Ministério Público contra o policial federal Ronaldo Massuia Silva. No mesmo despacho da Juíza de Direito Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da Primeira Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, ela mantém a prisão preventiva já decretada. O acusado foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e sete tentativas de homicídio pelos disparos em um posto de combustíveis do bairro Cristo Rei, em Curitiba. No local, fotógrafo André Muniz Fritoli recebeu um tiro na cabeça e morreu na hora.

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Justiça aceita denúncia de MPPR. Foto: Reprodução

Segundo o documento que o Portal Nosso Dia teve acesso, a materialidade do crime de homicídio está evidenciada a tanto pelo boletim de ocorrência quanto pelos laudos de lesões corporais das vítimas (…) e de necropsia de André Muniz Fritoli.

Da mesma forma, o despacho confirma os argumentos para indícios de autoria. “Consta do vídeo, acostado no mov. 55.3, que, às 23:41:09, o acusado supostamente entra na loja de conveniências, e, às 23:42:34, inicia uma discussão com outras duas pessoas, tendo o desentendimento durado, ao menos, até às 23:43:30. Após, o acusado é retirado do local, mas retorna às 23:44:43, quando teria atirado nas pessoas que ali estavam”.

Além disso, todos os relatos de testemunhas somam para a confirmação da autoria.

Prisão

Preso em flagrante, o policial permanecerá no Complexo Médico Penal. “Considerando que a prisão
preventiva do acusado foi decretada há poucos dias, e, desde então, não houve alteração fática apta a alterar o deliberado, mantenho a decisão que decretou a prisão preventiva do acusado por seus próprios fundamentos’.

Silêncio e reconstituição

A juíza confirma, por meio do despacho, que o policial federal ‘exerceu o direito constitucional ao silêncio’. Ou seja, ele preferiu não dar sua versão dos fatos durante interrogatório.

Ainda, o despacho conclui que a reconstituição do crime, pedida pela defesa, não está autorizada. Para a Justiça, todos os fatos foram narrados detalhadamente por testemunhas e câmeras de segurança do estabelecimento.

Tiros no posto

O policial federal entrou na loja de conveniências de um posto na Av. Sete de Setembro, no bairro Cristo Rei, em Curitiba, e atirou contra quatro pessoas depois de uma discussão. O caso aconteceu no fim da noite de domingo (1).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, um homem morreu, uma mulher ficou gravemente ferida e outros dois rapazes foram socorridos ao hospital.

O policial disparou depois de uma discussão, supostamente por ter estacionado de forma irregular e não ter gostado de ter sido questionado sobre isso, segundo a Polícia Militar (PM).

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