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Julho Amarelo alerta para um câncer raro que pode atingir crianças, adolescentes e adultos jovens

Campanha reforça a importância de investigar dores persistentes nos ossos e buscar diagnóstico precoce, que pode aumentar significativamente as chances de cura
Crédito: Magnific
Campanha reforça a importância de investigar dores persistentes nos ossos e buscar diagnóstico precoce, que pode aumentar significativamente as chances de cura

Redação com Assessoria

01/07/26
às
14:41

- Atualizado há 11 segundos

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Embora represente menos de 1% de todos os casos de câncer, o câncer ósseo merece atenção especial por afetar, com maior frequência, crianças, adolescentes e adultos jovens. Durante o Julho Amarelo, campanha de conscientização sobre a doença, especialistas reforçam que reconhecer os sinais de alerta e buscar avaliação médica precocemente pode fazer toda a diferença no sucesso do tratamento.

Os tumores ósseos podem ser classificados como primários, quando surgem diretamente nos ossos, ou secundários, quando são resultado de metástases de outros tipos de câncer, como mama, próstata, pulmão ou rim. Entre os tumores primários mais comuns estão o osteossarcoma, o sarcoma de Ewing e o condrossarcoma.

Segundo a oncologista Dra. Rosane R. Johnsson, do IOP (Instituto de Oncologia do Paraná), um dos principais desafios é que os sintomas costumam ser confundidos com problemas ortopédicos comuns.

“O câncer ósseo é uma doença rara, mas muitas vezes seus primeiros sinais são interpretados como dores de crescimento, lesões esportivas ou traumas. Quando a dor é persistente, progressiva, principalmente durante a noite, ou vem acompanhada de inchaço, limitação dos movimentos ou fraturas sem um trauma importante, é fundamental procurar avaliação médica”.

A médica explica que os tumores ósseos primários acometem principalmente pacientes entre a infância e o início da vida adulta. Já em pessoas acima dos 40 anos, uma lesão óssea costuma levantar primeiro a suspeita de metástase de outro câncer já existente.

Diagnóstico precoce faz diferença

O diagnóstico envolve avaliação clínica, exame físico e exames de imagem, como radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Quando necessário, a confirmação é feita por meio de biópsia, permitindo identificar o tipo de tumor e definir a melhor estratégia terapêutica.

Para a Dra. Rosane, o diagnóstico precoce permite tratamentos mais eficazes e menos agressivos. “Hoje contamos com recursos muito mais avançados do que há alguns anos. A combinação entre quimioterapia, cirurgias cada vez mais conservadoras, radioterapia e uma abordagem multidisciplinar tem proporcionado melhores resultados, preservando a funcionalidade do paciente e aumentando as chances de cura”.

Atenção aos sinais de alerta

Entre os sintomas que merecem investigação estão:

* Dor óssea persistente e progressiva, especialmente à noite;

* Inchaço ou aumento de volume sobre o osso afetado;

* Limitação de movimentos;

* Fraturas após pequenos traumas ou sem causa aparente;

* Perda de peso, febre ou cansaço em alguns casos.

Apesar de raro, o câncer ósseo apresenta boas perspectivas de tratamento quando identificado em fases iniciais. Por isso, campanhas como o Julho Amarelo cumprem um papel importante ao conscientizar tanto a população quanto os profissionais de saúde sobre a necessidade de investigar sintomas persistentes, especialmente em crianças e adolescentes, público em que esses tumores aparecem com maior frequência.

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