
- Atualizado há 9 segundos
A jovem Ana Beatriz Cruz, de 22 anos, apresentou sinais considerados animadores pela família durante a recuperação no Hospital do Trabalhador, em Curitiba. Ela sofreu uma grave lesão medular após ser atingida por um galho de árvore que caiu na Praça Osório, no Centro da capital, no último dia 13.
Em vídeo enviado ao Portal Nosso Dia nesta segunda-feira, a mãe da jovem, Vanessa Stubinski, contou que Ana segue internada na UTI, mas tem demonstrado confiança e já realiza sessões de fisioterapia diariamente.
Para receber as principais informações do dia pelo WhatsApp entre no grupo do Portal Nosso Dia clicando aqui
“Ela está bem confiante, está animada com a evolução dela, mesmo que seja pouquinha. Ela está fazendo fisioterapia mesmo com o dreno na UTI e tem praticado três vezes por dia”, relatou.
Assista ao vídeo com o relato da mãe:
Segundo Vanessa, ela percebeu uma reposta nos pés da jovem durante os estímulos realizados pela equipe médica. Ela está em tratamento com a polilaminina, que de forma experimental tem apresentado resultados positivos em pacientes.
“Quando ela é estimulada, quando você passa o dedo na sola do pé dela, os dedos sentem um reflexo. Então todo mundo está bem confiante nessa recuperação dela o quanto antes”, afirmou.
A mãe destaca que o otimismo da própria Ana tem sido fundamental neste momento. “Ela mesma está acreditando nessa recuperação, e eu acho que isso é o mais importante”, disse.
Ainda de acordo com Vanessa, os médicos avaliam a retirada do dreno utilizado após a perfuração pulmonar causada pelo acidente. A decisão depende dos resultados de exames realizados nesta segunda-feira.
“Hoje pela manhã os médicos passaram para fazer essa avaliação e ver se vão tirar o dreno dela. Mas tudo depende do raio-X e dos exames de sangue. Está caminhando tudo dentro da normalidade, mesmo que devagarzinho”, explicou.
Relembre o caso
Ana Beatriz estava passeando pela Praça Osório acompanhada da mãe, da irmã e de um sobrinho quando foi atingida por um galho que se desprendeu de uma árvore.

Com o impacto, a jovem sofreu fraturas nas vértebras T5 e T6, teve perfuração no pulmão e uma grave lesão na medula espinhal, perdendo os movimentos das pernas.
Natural de Curitiba, Ana mora atualmente em Valinhos, no interior de São Paulo, onde trabalha como fonoaudióloga em uma clínica de reabilitação infantil. Apaixonada por corrida de rua, ela havia começado a participar de provas de 10 quilômetros e planejava disputar novas competições ainda este ano.
Desde o acidente, familiares e amigos iniciaram uma mobilização em busca da aplicação da polilaminina, proteína experimental utilizada em protocolos para pacientes com lesão medular. O tratamento já foi autorizado pela Anvisa e aplicado em outros pacientes no Paraná.
Enquanto aguarda os próximos passos da recuperação, a família segue acompanhando cada evolução da jovem e mantendo a esperança de que ela volte a caminhar.