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Mandante de ataque com soda cáustica contra ex-namorada é condenado a mais de 23 anos de prisão no Paraná

Julgamento durou dois dias e reconheceu quatro qualificadoras, incluindo feminicídio e meio cruel
Ministério Público do Paraná (Foto: Divulgação)
Julgamento durou dois dias e reconheceu quatro qualificadoras, incluindo feminicídio e meio cruel

Redação Nosso Dia

10/06/26
às
15:07

- Atualizado há 40 segundos

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Após mais de dois dias de julgamento, o Tribunal do Júri de Jacarezinho, no Norte Pioneiro do Paraná, condenou a 23 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, o homem apontado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) como mandante de uma tentativa de feminicídio que chocou a região. A vítima teve soda cáustica arremessada contra o rosto ao sair de uma academia, sofrendo graves lesões.

De acordo com a denúncia apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça da comarca, o condenado planejou o crime e determinou sua execução à companheira que mantinha na época. A mulher atacou a vítima utilizando uma substância corrosiva à base de hidróxido de sódio, conhecido como soda cáustica.

O julgamento começou na manhã de segunda-feira (8) e só foi concluído na noite de terça-feira (9), com a leitura da sentença. O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público, reconhecendo as quatro qualificadoras atribuídas ao crime: recurso que dificultou a defesa da vítima, emprego de meio cruel, feminicídio e motivo torpe.

Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 50 mil à vítima pelos danos causados pelo atentado. Também foi autorizada a execução provisória da pena. O réu, que já estava preso, permanecerá encarcerado.

Julgamento da executora é interrompido

A mulher acusada de executar o ataque também estava sendo julgada, mas a sessão foi interrompida após o abandono do plenário por parte de sua defesa no segundo dia de julgamento, já durante a fase de debates. Diante da situação, o Ministério Público requereu a adoção das medidas legais cabíveis, incluindo a apuração de eventuais responsabilidades pela interrupção da sessão e a rápida designação de uma nova data para o júri.

A acusada permanece presa e será submetida a novo julgamento em data a ser definida pelo Poder Judiciário.

Crime ocorreu em 2024

O atentado aconteceu em maio de 2024, em Jacarezinho. Segundo as investigações, a vítima foi surpreendida ao sair de uma academia e teve soda cáustica lançada contra seu rosto. O ataque provocou graves lesões, especialmente na região facial.

As apurações conduzidas pelas autoridades indicaram que a ação foi executada pela corré a mando do então ex-namorado da vítima, motivando a denúncia por tentativa de feminicídio qualificado.

Atuação conjunta do Ministério Público

Participaram do julgamento as promotoras de Justiça Nayane Cristina Ribeiro, da 3ª Promotoria de Justiça de Jacarezinho, autora da denúncia, e Bárbara Garla Stegmann, integrante do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (Gajuri), unidade especializada do MPPR voltada aos crimes dolosos contra a vida.

O coordenador-geral do Gajuri, Promotor de Justiça Marcelo Balzer Correia, destacou o resultado do julgamento e o trabalho conjunto realizado pelas equipes. Segundo ele, a condenação reflete o comprometimento institucional do Ministério Público na defesa da vida, na proteção das vítimas e na busca pela responsabilização dos autores de crimes graves.

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