
- Atualizado há 3 anos
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Acusado de racismo contra a professora Isabel Oliveira, de 43 anos, o funcionário do supermercado Atacadão (Grupo Carrefour) do bairro Parolin, em Curitiba, prestou depoimentos à Polícia Civil na tarde desta terça-feira (11). Segundo a delegada Camila Cecconelo, que investiga o caso, ele negou as acusações.
A delegada falou sobre o caso ao portal g1PR, destacando o que foi dito no depoimento por parte do funcionário. “Ele disse que andou pelo corredor central do mercado de forma constante, que não tinha visto a vítima até então, que não tinha perseguido ela. Ele alega que só percebeu a presença da vítima no momento em que ela se dirigiu a ele”, afirmou a delegada.
A professora alega ter sido perseguida pelo funcionário durante o trajeto pelo Atacadão, após pegar o celular dentro da bolsa que carregava. Pediu providências para a gerência da loja e via 190 e, como não se sentiu acolhida, voltou ao mercado, na tarde da última sexta-feira, e tirou a roupa como forma de protesto.
Sobre o caso, o Grupo Carrefour, responsável pelo Atacadão, divulgou que o funcionário está suspenso enquanto o caso é investigado. Confira a nota:
O Grupo Carrefour Brasil está completamente comprometido com uma total transparência e segue postura de tolerância zero contra qualquer tipo de racismo.
A companhia abriu apuração interna sobre o caso e suspendeu o funcionário indicado pela senhora Isabel durante esse período de investigação. Imagens internas das câmeras da loja serão disponibilizadas às autoridades.
O Grupo Carrefour Brasil é uma empresa brasileira de capital aberto com 47 anos de presença no país, a maior empregadora privada do Brasil, com mais de 150 mil colaboradores, e comprometida com uma extensa agenda antirracista.