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Filha entrega jaqueta de empresário morto por policial civil no Barbaran e questiona onde estão outras roupas

O gesto ocorre em meio ao avanço do processo judicial, após o Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciar o policial civil Marcelo Mariano Pereira pelo homicídio
Filha do empresário (à esq) e advogada Caroline Mattar Assad (à dir) (Foto: Reprodução de vídeo)
O gesto ocorre em meio ao avanço do processo judicial, após o Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciar o policial civil Marcelo Mariano Pereira pelo homicídio

Luiz Henrique de Oliveira

17/04/26
às
8:32

- Atualizado há 20 segundos

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A família do empresário Antônio Carlos Antunes, de 51 anos, morto a tiros dentro do bar Barbaran, no Centro de Curitiba, voltou a cobrar esclarecimentos sobre o caso ao entregar ao Tribunal do Júri, na tarde desta quinta-feira (16), a jaqueta que ele usava no dia do crime. A iniciativa busca garantir a realização de perícia na peça e reforçar a apuração da dinâmica do disparo. (Assista ao vídeo mais abaixo)

O gesto ocorre em meio ao avanço do processo judicial, após o Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciar o policial civil Marcelo Mariano Pereira pelo homicídio. Para a Polícia Civil, ele agiu em legítima defesa durante a discussão.

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Segundo a advogada da família, Caroline Matar Assad, a entrega do casaco tenta corrigir falhas consideradas graves na investigação inicial. De acordo com ela, outras vestes da vítima não foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística, o que pode ter prejudicado a produção de provas técnicas.

“A filha do Antônio compareceu ao Tribunal do Júri para entregar o casaco utilizado no dia do crime. Buscamos sanar uma falha importante da investigação, já que outras roupas não passaram por perícia”, afirmou.

Assista ao vídeo:

A defesa também tenta localizar peças como a camisa usada pela vítima. O juiz responsável pelo caso já determinou que o hospital onde Antônio foi atendido informe o destino dessas vestes. A análise pode ajudar a esclarecer pontos como a trajetória do tiro, a angulação e outros detalhes essenciais da ocorrência.

Denúncia do MP contraria versão de legítima defesa

O caso ganhou novo desdobramento com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, que contraria a conclusão do inquérito policial conduzido pela própria Polícia Civil.

O MPPR denunciou o policial por homicídio duplamente qualificado, apontando como agravantes o motivo fútil e o uso de arma de fogo de uso restrito. A acusação foi formalizada pela 2ª Promotoria de Justiça de Crimes Dolosos contra a Vida no dia 30 de dezembro de 2025, um dia após o inquérito policial indicar que o agente teria agido em legítima defesa.

Antonio Carlos Antunes morreu baleado (Foto: Arquivo pessoal)

De acordo com a denúncia, o policial, de 36 anos e que estava de folga, efetuou o disparo durante um desentendimento dentro do bar, após retirar um copo de cerveja da vítima da pia e colocá-lo no chão. O tiro ocorreu no interior do estabelecimento, localizado na Alameda Augusto Stellfeld.

Além do homicídio qualificado, o MP também denunciou o agente por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Segundo a acusação, ele teria ingerido bebida alcoólica antes do crime, o que, conforme a legislação, invalida o porte funcional da arma.

Relembre o caso

O crime ocorreu na noite de 26 de setembro de 2025, dentro do bar Barbaran, tradicional ponto gastronômico da região central de Curitiba. Antônio Carlos Antunes foi atingido por um disparo de arma de fogo dentro do banheiro do estabelecimento.

Desde o início, as circunstâncias do tiro geraram controvérsia. Enquanto a investigação policial apontou legítima defesa, a família sempre questionou a condução do inquérito, alegando inconsistências e falhas na apuração.

Com a denúncia aceita e novas diligências em andamento, a expectativa é de que o julgamento pelo Tribunal do Júri esclareça definitivamente o que ocorreu naquela noite.

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