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A morte do pequeno Oliver Eduardo Guadagnini Borges, de 1 ano, ocorrida na sexta-feira (29) no Hospital Bom Jesus, em Toledo, gerou comoção e levantou questionamentos da família sobre as circunstâncias que antecederam o falecimento.
Em entrevista à CATVE, a mãe, Tálicy Amanda Guadagnini, relatou que o filho vinha tratando um quadro de bronquiolite e que, dias antes, havia sido atendido em um consultório particular. Segundo ela, o menino apresentava secreção respiratória, mas não havia indicação de internação naquele momento.
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A situação teria se agravado na quinta-feira (28), quando Oliver passou a apresentar respiração mais pesada e chiado no peito. A família procurou atendimento por meio do plano de saúde e, posteriormente, retornou ao médico. Como a criança não aceitava tomar os medicamentos em casa, o profissional optou pela internação para realização do tratamento por via intravenosa.
“Ele chegou brincando”
Segundo a mãe, Oliver foi encaminhado ao Hospital Bom Jesus e permaneceu sob observação. Por volta das 15h40, ela afirma que o menino estava acordado, brincando e sem sinais de gravidade.
“Ele queria dormir. Coloquei ele na cama e a enfermeira entrou dizendo que iria aplicar o antibiótico”, relatou.
Ainda conforme a mãe, após a realização do acesso venoso, a equipe percebeu retorno de sangue no dispositivo. Pouco depois, os equipamentos começaram a emitir sinais sonoros.
“A hora que soltou ela soltou aquele soro dentro do acesso ele parou na hora”, afirmou.
Tálicy relata que percebeu rapidamente uma mudança no estado do filho.
“Quando peguei ele, ele estava roxo. Eu falei para a enfermeira que ele não estava bem. Ela disse que ele estava bem sim. Quando tentaram deitá-lo, o corpinho estava duro, ele começou a torcer as mãos para dentro e agonizar.”
A criança entrou em parada cardiorrespiratória e foi levada às pressas para atendimento de emergência.
Suspeita de reação medicamentosa
De acordo com a mãe, após os procedimentos de reanimação, Oliver voltou a apresentar sinais vitais e chegou a chorar.
A família afirma ter sido informada sobre a possibilidade de um choque anafilático, uma reação alérgica grave a medicamento. No entanto, até o momento, não há confirmação oficial sobre essa hipótese.
Posteriormente, o menino sofreu uma nova parada cardiorrespiratória. Segundo os familiares, por volta das 20h os médicos comunicaram que não havia mais possibilidades.
“Ele chegou bem. Não chegou em estado grave, não chegou com parada. O médico internou apenas para que o tratamento intravenoso fosse mais rápido”, disse a mãe.
Hospital fala em agravamento respiratório
Em nota, o Hospital Bom Jesus informou que Oliver foi encaminhado por um consultório privado e chegou à unidade com um quadro grave de dificuldade respiratória.
Segundo o hospital, a criança recebeu atendimento imediato das equipes médicas e multiprofissionais, mas apresentou rápida evolução do quadro clínico, com agravamento respiratório e posterior parada cardiorrespiratória.
A instituição afirma que foram adotadas todas as medidas assistenciais e de suporte especializado disponíveis, porém sem sucesso.
Caso será investigado
A causa da morte ainda será esclarecida por exames complementares. O corpo da criança foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), responsável por apurar as circunstâncias que contribuíram para o falecimento.
Oliver era aluno do CMEI Professora Jane Elizete Alves Wilchen. A Prefeitura de Toledo e o Hospital Bom Jesus manifestaram pesar pela morte da criança e solidariedade aos familiares neste momento de luto.
As informações são da Catve.com.